OI!! Primeiro, queria agradecer mais uma vez pelas msgs de aniversario, muito obrigada!!
Estou sempre me desculpando por ter ficado muito tempo sem ter escrito e dando desculpas pra me livrar de escrever pelas proximas semanas (meses?). Mas, eh isso aih. Agora eu tenho uma desculpa muito justa. Nao tem desculpa pra nao me desculpar. (?!) Eh a faculdade... dessa vez a coisa tah pegando pro meu lado de verdade. Cada professor pensa que os alunos soh assistem a sua aula...incrivel como eles parecem se esquecer dos proprios tempos de faculdade. Enfim, fora isso tem o fator livros x dinheiro x qualidade x tempo de vida inutil... Oops, esquece, que eu baguncei tudo. Eu tava falando da desculpa pra me ausentar por ainda mais tempo desse templo de baboseiras, e acabei me empolgando nas reclamacoes a respeito da universidade japonesa.
Bom, jah que eu toquei num assunto que me interessa (reclamar), deixem-me concluir o que eu tinha comecado pra entrar no proximo capitulo. Ler em japones nao eh nada facil e muito menos prazeroso. Infelizmente, jah tenho 7 livros pra ler de cabo a rabo, e algumas teses pra analisar (pra que?). Enfim, eu tou reclamando mas eu vou fazer... alguma hora a gente tem que comecar, neh... Picaretar em japones nao deu certo comigo o ano passado :P Over over.
Capitulo II - Jah houve movimento estudantil no Japao na era... Edo. Brincadeirinha!! Foi antes da Bubble Economy, na epoca da Guerra do Vietna. Se continuou ateh os anos 80, isso eu nao sei, mas com certeza a partir dessa decada os estudantes japoneses asumiram a figura que eles tem hoje - passivos ou nao, nao falam de igual pra igual com um superior, e nao tem praticamente nenhum poder de decisao.
Eu estava sentindo que meu curriculo era um tanto vago, mas eu finalmente (hurrah!) dei uma olhadinha na grade da Pedagogia da USP e tem varias disciplinas que batem, o que me deixou um pouco mais tranquila.
Eu e outros brasileiros estavamos conversando sobre casos de bolsistas que nao deram certo, e eu tive que concordar com um amigo - que fez a graduacao e o mestrado aqui em Kobe - quando ele disse que a graduacao no Brasil eh melhor que no Japao. (Mae, sem piti, tah?) Mas, nao, nao, eu nao me arrependo. Tudo vale a pena se a alma nao eh pequena, tem sempre uma luz no fim do tunel, bola pra frente que atras vem gente.
Putz, mas eu tenho que reclamar... Matricula aqui eh a maior burocracia, tem aula que vc soh pega por sorteio, vixi... vou dormir.
Boa noite, ate quem sabe quando... Uaaahhh
Japa no Brasil, Gaijin no Nihon, com pretensões de global citizen, mas uma típica paulistana?
sábado, 16 de abril de 2005
segunda-feira, 21 de março de 2005
Partindo novamente
Olá pessoas! Faz 2 meses que não escrevo e vou ficar mais um tempo sem escrever. Hoje à noite vou para Sendai novamente. É que meu aniversário está chegando e, como aqui no Japão, 2 de abril é uma data que fica exatamente no limite entre férias e início de aulas, fica difícil encontrar as pessoas, ou fica difícil pras pessoas se lembrarem do meu aniversário. Então eu resolvi passá-lo com o Oscar em Sendai.
O Oscar estava aqui até uma semana atrás. Nós fomos à Coréia e passamos uma semana lá. A Coréia, para mim, se parece muito com o Japão, aliás, se parece demais com o Japão. Tanto que não deu para sentir muito que nós estávamos fazendo "turismo internacional". Mas, claro, como a Coréia NÃO É o Japão, dá para ter umas experiências interessantes. Uma das coisas que mais diferencia a Coréia do Japão, eu diria, é a semelhança com o Brasil. Sim! Camelôs, muitos camelôs. Aliás, acho que é muito mais "liberado" que no Brasil, porque eles ocupam tudo, inclusive as escadarias do metrô. Mas pelo menos em certos pontos da cidade, especialmente perto dos hotéis onde se concentram os turistas japoneses, parece que a atividade é regularizada e mais organizada, e movimenta bastante o comércio local. Seria como as "feirinhas" no Brasil. Ah, vocês acreditam que tinha uma barraca de pastel brasileiro na feirinha? Estava escrito "Bastello" (creio que, em coreano, isso deve virar PASTEL).
Um dia nós fomos a um centro comercial especializado em roupas, calçados etc. Eu me senti na José Paulino! Muitos camelôs, muita gente, e a rua principal estava em obras (a estação da Luz continua em obras?). Agora faz todo sentido a concentração de coreanos no comércio de roupas na José Paulino... A diferença com a Josepa é que as lojas ficavam dentro de prédios enormes, como os shopping centers, só que com muito mais lojas pequenas e sem provador. Os preços... me desapontaram. Em geral são muito próximos dos preços no Japão, o que não nos permitiu fazer muitas compras.
Dentro do metrô todo mundo usa o celular, diferente do Japão, onde falar ao celular dentro de trens e ônibus "não é recomendado" (ou qualquer outro eufemismo para proibido, porque não existe nenhuma punição para quem o faz). E diferente do Brasil, onde o celular simplesmente não tem sinal no subsolo.
Eu tive a oportunidade de ver umas coisas bizarras na Coréia, mas isso eu conto depois.
Beijos!
O Oscar estava aqui até uma semana atrás. Nós fomos à Coréia e passamos uma semana lá. A Coréia, para mim, se parece muito com o Japão, aliás, se parece demais com o Japão. Tanto que não deu para sentir muito que nós estávamos fazendo "turismo internacional". Mas, claro, como a Coréia NÃO É o Japão, dá para ter umas experiências interessantes. Uma das coisas que mais diferencia a Coréia do Japão, eu diria, é a semelhança com o Brasil. Sim! Camelôs, muitos camelôs. Aliás, acho que é muito mais "liberado" que no Brasil, porque eles ocupam tudo, inclusive as escadarias do metrô. Mas pelo menos em certos pontos da cidade, especialmente perto dos hotéis onde se concentram os turistas japoneses, parece que a atividade é regularizada e mais organizada, e movimenta bastante o comércio local. Seria como as "feirinhas" no Brasil. Ah, vocês acreditam que tinha uma barraca de pastel brasileiro na feirinha? Estava escrito "Bastello" (creio que, em coreano, isso deve virar PASTEL).
Um dia nós fomos a um centro comercial especializado em roupas, calçados etc. Eu me senti na José Paulino! Muitos camelôs, muita gente, e a rua principal estava em obras (a estação da Luz continua em obras?). Agora faz todo sentido a concentração de coreanos no comércio de roupas na José Paulino... A diferença com a Josepa é que as lojas ficavam dentro de prédios enormes, como os shopping centers, só que com muito mais lojas pequenas e sem provador. Os preços... me desapontaram. Em geral são muito próximos dos preços no Japão, o que não nos permitiu fazer muitas compras.
Dentro do metrô todo mundo usa o celular, diferente do Japão, onde falar ao celular dentro de trens e ônibus "não é recomendado" (ou qualquer outro eufemismo para proibido, porque não existe nenhuma punição para quem o faz). E diferente do Brasil, onde o celular simplesmente não tem sinal no subsolo.
Eu tive a oportunidade de ver umas coisas bizarras na Coréia, mas isso eu conto depois.
Beijos!
sábado, 22 de janeiro de 2005
Adeus ano velho
Passei o Natal e o ano novo em Sendai. Voltei há 2 semanas, e logo as aulas começaram. Agora estou estudando (mentira) pras provas finais, e no meio de fevereiro começam as férias. Sendai estava extremamente frio, mas o Natal foi sem neve. Só começou a nevar depois que voltamos do ski tour. 2 dias, mas eu só esquiei (=frustrada tentativa) no primeiro dia, porque depois de esquiar, sim, depois, eu escorreguei com tudo numa rampinha sem vergonha na entrada da estação de esqui. Só eu mesmo, pra me ferir fora de combate. Nada grave, mas não deu pra batalhar no 2o dia... Virada do ano: -4 graus. Guerra de neve no meio da rua a caminho da danceteria. Dancei até as 5h e depois nós tivemos que esperar o ônibus até as 9h! Algumas amigas romenas também tinham vindo de Tokyo, então foi um pouco como nos velhos tempos.
Dia 17 de janeiro foi o aniversário de 10 anos do grande terrremoto de Kobe. Nesse dia eu tive aula de japonês, mas no meio da aula nós fomos até o outro campus, onde haveria uma cerimônia em memória dos alunos que morreram. Durante o dia todo, era só o que se falava na TV. É muito triste ver as imagens da época... Além da destruição, as pessoas que perderam amigos e parentes, suas casas, seu trabalho... O pior é que ninguém imaginava que um grande terremoto pudesse ocorrer em Kobe. Mas aconteceu e hoje em dia eles falam da "lição trazida pelo terremoto".
Os estudantes indonésios aqui de Kobe estão arrecadando dinheiro para as vítimas do tsunami. Uns amigos latinos que têm uma banda também fizeram um show beneficente. Na TV japonesa eles dão muita cobertura à Indonésia, claro, e à Tailândia, mas eu vejo poucas notícias sobre a Índia e o Sri Lanka, que tiveram muito mais mortos que a Tailândia. Sinceramente, não sei por quê.
O ano acabou de começar, mas o ano letivo já está terminando. Eu termino meu primeiro ano, e muitos dos meus amigos no Brasil entram no último ano. Vai fazer 2 anos que eu estou aqui, e acho que eu perdi contato com gente demais... Eu, que tanto abri a boca pra falar dessa sociedade alienada, mordi a língua, me isolei nessa ilha... Definitivamente, não era esse eu que eu imaginava pra mim. Não posso continuar assim. Eu quero me sentir indignada e falar "que merda!", quero ter vontade de fazer alguma coisa ao invés de só reclamar, quero ter idéias pra escrever e coisas interesantes pra falar, pra contar pros meus amigos. Se eu ainda tiver os meus amigos.
Dia 17 de janeiro foi o aniversário de 10 anos do grande terrremoto de Kobe. Nesse dia eu tive aula de japonês, mas no meio da aula nós fomos até o outro campus, onde haveria uma cerimônia em memória dos alunos que morreram. Durante o dia todo, era só o que se falava na TV. É muito triste ver as imagens da época... Além da destruição, as pessoas que perderam amigos e parentes, suas casas, seu trabalho... O pior é que ninguém imaginava que um grande terremoto pudesse ocorrer em Kobe. Mas aconteceu e hoje em dia eles falam da "lição trazida pelo terremoto".
Os estudantes indonésios aqui de Kobe estão arrecadando dinheiro para as vítimas do tsunami. Uns amigos latinos que têm uma banda também fizeram um show beneficente. Na TV japonesa eles dão muita cobertura à Indonésia, claro, e à Tailândia, mas eu vejo poucas notícias sobre a Índia e o Sri Lanka, que tiveram muito mais mortos que a Tailândia. Sinceramente, não sei por quê.
O ano acabou de começar, mas o ano letivo já está terminando. Eu termino meu primeiro ano, e muitos dos meus amigos no Brasil entram no último ano. Vai fazer 2 anos que eu estou aqui, e acho que eu perdi contato com gente demais... Eu, que tanto abri a boca pra falar dessa sociedade alienada, mordi a língua, me isolei nessa ilha... Definitivamente, não era esse eu que eu imaginava pra mim. Não posso continuar assim. Eu quero me sentir indignada e falar "que merda!", quero ter vontade de fazer alguma coisa ao invés de só reclamar, quero ter idéias pra escrever e coisas interesantes pra falar, pra contar pros meus amigos. Se eu ainda tiver os meus amigos.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Diários
De motocicleta? Não. Se bem que eu amei o filme e estou doida para comprar o livro.
Mas eu me refiro a diários em geral.
Eu tenho um diário. E escrevo nele de vez em quando, o que o torna menos diário que os diários daqueles que escrevem todos os dias. Ainda assim ele é chamado de diário. Na verdade eu tenho mais de um, porque, afinal, não há diário que dure a vida toda. E confesso que leio as notas mais antigas e me divirto... ou me arrependo...
Por que manter um diário? Porque há coisas que você esquece, então é melhor escrevê-las. Mas se você esquece, é porque não são importantes, não é? De fato. Mas lembrar de coisas que você havia esquecido pode ser de muita importância. É estranho (ou normal?), mas às vezes eu escrevo no diário com uma atenção à ortografia, gramática etc., como se estivesse pensando no leitor. Mas o leitor sou eu. Quer dizer, deveria ser somente eu. Conscientemente, eu não quero que ninguém leia meu diário, porque, afinal, o que se escreve no diário são coisas pessoais, segredos. Pode parecer meio idiota, mas acho que não sou só eu que penso, lá no fundo, "e se alguém ler? E se acharem meu diário depois que eu morrer?"Talvez seja mesmo só a imaginação alimentada pelos filmes e muitos casos reais, como o Diário de Anne Frank, ou mesmo Diários de Motocicleta.
Mas tem algo que eu já fiz várias vezes, que eu não sei se muita gente faz... Coisas que nem no diário eu escrevo, que não conto para ninguém, eu escrevo numa folha de papel, leio, e depois rasgo e jogo fora. Pra que eu escrevo, se eu vou jogar fora mesmo? Porque escrever é uma forma de organizar seus pensamentos. De descarregar aquele monte de idéias, ou de estresse.
É por isso que eu escrevi 2 posts no mesmo dia - tinha umas idéias que poderiam se perder até amanhã...
Mas eu me refiro a diários em geral.
Eu tenho um diário. E escrevo nele de vez em quando, o que o torna menos diário que os diários daqueles que escrevem todos os dias. Ainda assim ele é chamado de diário. Na verdade eu tenho mais de um, porque, afinal, não há diário que dure a vida toda. E confesso que leio as notas mais antigas e me divirto... ou me arrependo...
Por que manter um diário? Porque há coisas que você esquece, então é melhor escrevê-las. Mas se você esquece, é porque não são importantes, não é? De fato. Mas lembrar de coisas que você havia esquecido pode ser de muita importância. É estranho (ou normal?), mas às vezes eu escrevo no diário com uma atenção à ortografia, gramática etc., como se estivesse pensando no leitor. Mas o leitor sou eu. Quer dizer, deveria ser somente eu. Conscientemente, eu não quero que ninguém leia meu diário, porque, afinal, o que se escreve no diário são coisas pessoais, segredos. Pode parecer meio idiota, mas acho que não sou só eu que penso, lá no fundo, "e se alguém ler? E se acharem meu diário depois que eu morrer?"Talvez seja mesmo só a imaginação alimentada pelos filmes e muitos casos reais, como o Diário de Anne Frank, ou mesmo Diários de Motocicleta.
Mas tem algo que eu já fiz várias vezes, que eu não sei se muita gente faz... Coisas que nem no diário eu escrevo, que não conto para ninguém, eu escrevo numa folha de papel, leio, e depois rasgo e jogo fora. Pra que eu escrevo, se eu vou jogar fora mesmo? Porque escrever é uma forma de organizar seus pensamentos. De descarregar aquele monte de idéias, ou de estresse.
É por isso que eu escrevi 2 posts no mesmo dia - tinha umas idéias que poderiam se perder até amanhã...
Ilegalidade
Computador, internet... muitas vantagens acompanhadas de muitos problemas. Para fugir do mercado dominado por poucas grandes empresas que cobram caro por um computador ou um software, acaba-se escolhendo caminhos alternativos. Que, às vezes, em alguns lugares, até funcionam, mas aqui no Japão parece que não.
Por que será que comprar softwares piratas ou baixar músicas e filmes pela internet parece "menos ilegal" do que outros tipos de crime? Afinal, é crime, não é? Acho que sim... veja só, eu até fiquei em dúvida agora. Mas não, é crime mesmo, tenho certeza. Mas é um crime tão comum e tão difícil de ser descoberto que acabou perdendo a sua essência. Tenho certeza que muita gente nunca pensou que estivesse fazendo algo errado baixando uma música pela net.
Não é que eu esteja condenando quem faz essas coisas, não, muuuito longe disso. É que eu percebi a que ponto a sociedade chegou por causa dessa tecnologia. Não somente o lado prático do nosso dia-a-dia, mas até a moral tem sido atingida por ela... Ok, eu sei que não descobri a América, mas pelo menos o meu modo de usar o computador e a net irão mudar. Istoé, se eles funcionarem...
Por que será que comprar softwares piratas ou baixar músicas e filmes pela internet parece "menos ilegal" do que outros tipos de crime? Afinal, é crime, não é? Acho que sim... veja só, eu até fiquei em dúvida agora. Mas não, é crime mesmo, tenho certeza. Mas é um crime tão comum e tão difícil de ser descoberto que acabou perdendo a sua essência. Tenho certeza que muita gente nunca pensou que estivesse fazendo algo errado baixando uma música pela net.
Não é que eu esteja condenando quem faz essas coisas, não, muuuito longe disso. É que eu percebi a que ponto a sociedade chegou por causa dessa tecnologia. Não somente o lado prático do nosso dia-a-dia, mas até a moral tem sido atingida por ela... Ok, eu sei que não descobri a América, mas pelo menos o meu modo de usar o computador e a net irão mudar. Istoé, se eles funcionarem...
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Fim de Semana
Sábado. Depois de sair do trabalho, às 4, eu fui pra Gaidai. Uns dias antes eu tinha perguntado aos kohais se eles não queriam se encontrar comigo para jantar qualquer sábado desses, já que agora eu estaria por lá de qualquer jeito mesmo. Na sexta, um deles, o Rafael, me ligou para perguntar se eu não queria ir numa festa-surpresa que ia ter na casa de uma professora brasileira que dá aulas na Gaidai. Era aniversário de uma professora portuguesa. Então eu fui. Primeiro fui pra Gaidai, conversei um pouco com eles, e quando a gente tava para sair, encontrei com um amigo do Sri Lanka, que também estudava na Gaidai e está estudando na Universidade de Osaka, que é lá perto. Bom, o que importa é que ele tava de carro, e nos ofereceu uma carona até o lugar da festa. Era um apartamento super espaçoso.
Inventaram uma história para enganar a aniversariante e ela caiu feito um patinho... Acho que foi surpresa mesmo. Quase todos os convidados eram professores estrangeiros. A comida tava boa... sanduíche de metro (foi o primeiro pão de metro que eu vi no Japão), bolo tamanho brasileiro, brigadeiro, caipiriha de Ypioca... mas o vinho era chileno. Deu pra falar bastante português.
Domingo. Acordei tarde, tomei café tarde, não fiz nada de proveitoso, até 1 e meia, quando fui encontrar meu professor e meu tutor na estação. Meu professor tinha vindo de carro para nos buscar e levar até a casa dele. Achei que fosse pro almoço, mas era pra janta. Até chegarmos à casa dele, umas 5 e meia, visitamos vários pequenos templos da região, uma represa, uma réplica de uma casa japonesa do século XV, com telhado de palha, comum em lugares frios. Tudo isso dentro dos limites da cidade de Kobe. Se fosse São Paulo, seria como ir do litoral ao interior. O contraste era inacreditável. Kobe, como vocês devem saber, é uma cidade portuária. O chamado centro da cidade fica na região mais litorânea, uma estreita faixa de terra entre o mar e as montanhas. Atrás das montanhas, atrás da Muralha, fica uma grande, talvez a maior parte do território da cidade. E para atravessar a Muralha, eles construíram um túnel. De 6 quilômetros! Há também uma linha de trem que passa dentro da Muralha, e aí não é de se espantar o preço da passagem: 520 ienes (5 dólares) por pouco mais de 10 minutos de viagem. E mesmo se for de carro, tem que pagar pedágio - 600 ienes. Mas a paisagem, principalmente no outono, vale a pena, e tem a vantagem de nem precisar sair da cidade. Arrozais, casas em estilo tradicional japonês, e as montanhas ao redor coloridas de amarelo, laranja e vermelho.
Inventaram uma história para enganar a aniversariante e ela caiu feito um patinho... Acho que foi surpresa mesmo. Quase todos os convidados eram professores estrangeiros. A comida tava boa... sanduíche de metro (foi o primeiro pão de metro que eu vi no Japão), bolo tamanho brasileiro, brigadeiro, caipiriha de Ypioca... mas o vinho era chileno. Deu pra falar bastante português.
Domingo. Acordei tarde, tomei café tarde, não fiz nada de proveitoso, até 1 e meia, quando fui encontrar meu professor e meu tutor na estação. Meu professor tinha vindo de carro para nos buscar e levar até a casa dele. Achei que fosse pro almoço, mas era pra janta. Até chegarmos à casa dele, umas 5 e meia, visitamos vários pequenos templos da região, uma represa, uma réplica de uma casa japonesa do século XV, com telhado de palha, comum em lugares frios. Tudo isso dentro dos limites da cidade de Kobe. Se fosse São Paulo, seria como ir do litoral ao interior. O contraste era inacreditável. Kobe, como vocês devem saber, é uma cidade portuária. O chamado centro da cidade fica na região mais litorânea, uma estreita faixa de terra entre o mar e as montanhas. Atrás das montanhas, atrás da Muralha, fica uma grande, talvez a maior parte do território da cidade. E para atravessar a Muralha, eles construíram um túnel. De 6 quilômetros! Há também uma linha de trem que passa dentro da Muralha, e aí não é de se espantar o preço da passagem: 520 ienes (5 dólares) por pouco mais de 10 minutos de viagem. E mesmo se for de carro, tem que pagar pedágio - 600 ienes. Mas a paisagem, principalmente no outono, vale a pena, e tem a vantagem de nem precisar sair da cidade. Arrozais, casas em estilo tradicional japonês, e as montanhas ao redor coloridas de amarelo, laranja e vermelho.
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Começou a nova jornada
Já faz 2 semanas que eu comecei a trabalhar. Na primeira semana, a garota que costumava ficar na classe que eu peguei ainda estava lá para me orientar, mesmo assim eu fiquei meio perdida. Semana passada, como se não bastasse meu nervosismo e expectativa por ter que tomar conta da classe sozinha (a professora quase não conta), eu fiz uma das minhas - em vez de ajustar o despertador pra AM... o resto vcs já sabem. Acordei depois do horário em que eu deveria pegar o trem. Resultado: 50 minutos atrasada (mas eu avisei a escola assim que eu acordei, desesperada...). O engraçado é que eu estava sonhando com isso. Bom, não é nada sinistro, considerando que eu geralmente sonho que perdi a hora pra algum compromisso e tenho que sair correndo e atropelando todo mundo... deve ser uma auto-crítica à minha falta de pontualidade e à perda de tempo como uma ação consciente.
Este sábado não haverá aulas, então eu estou de folga. Planos de ir ao karaokê com a Septa, minha vizinha da Indonésia.
Dia 23 é feriado nacional (Dia do Trabalho), e eu vou pra Kyoto apreciar a paisagem de outono (humm, que fresca...). Esse tipo de... atividade? costume? é chamado momiji-gari. Momiji significa maple que, por sua vez, significa bordo (acho que se pronuncia bôrdo), que eu nunca tinha ouvido na vida, mas, enfim, é aquela folha na bandeira canadense (se não me engano). Que, aliás, é usada pra fazer uma calda tipo caramelo, que tem um sabor incrível, é muuuito bom. Ah, claro! O Nelson veio pro Japão no início do inverno, mas a paisagem era característica de outono. Se vcs viram as fotos que ele tirou em Kyoto, sabem do que eu estou falando.
Talvez eu consiga um outro trabalho, dessa vez para ensinar português. Mas a minha suposta futura aluna ainda não entrou em contato comigo, então... veremos. Hoje eu me encontrei com a estudante japonesa pra quem eu dou aulas de português, quer dizer, dou uma assistência, porque na verdade ela já sabe bem o português. Gente... ela traz uns textos e livros acadêmicos que nem eu entendo. Aí ela me pergunta o que quer dizer e eu fico lá, meia hora pensando, para depois sair com um talvez, provavelmente, não tenho certeza mas acho que é isso... Geralmente é problema de contexto, pressupostos e subentendidos, cuja diferença eu nunca entendi, ou alguma palavra "inventada" por algum estudioso.
Achei o site Gramática on-line e tava dando uma olhada lá... nossa, eu não me lembrava daquele monte de classificações de análise sintática... português é um bicho complicado mesmo.
Bom, vou deixar de lado meus parênteses e dar uma pedalada (na ergométrica). Parabéns às dezenas de aniversariantes de novembro! Um grande beijo a todos. Salut =)
Este sábado não haverá aulas, então eu estou de folga. Planos de ir ao karaokê com a Septa, minha vizinha da Indonésia.
Dia 23 é feriado nacional (Dia do Trabalho), e eu vou pra Kyoto apreciar a paisagem de outono (humm, que fresca...). Esse tipo de... atividade? costume? é chamado momiji-gari. Momiji significa maple que, por sua vez, significa bordo (acho que se pronuncia bôrdo), que eu nunca tinha ouvido na vida, mas, enfim, é aquela folha na bandeira canadense (se não me engano). Que, aliás, é usada pra fazer uma calda tipo caramelo, que tem um sabor incrível, é muuuito bom. Ah, claro! O Nelson veio pro Japão no início do inverno, mas a paisagem era característica de outono. Se vcs viram as fotos que ele tirou em Kyoto, sabem do que eu estou falando.
Talvez eu consiga um outro trabalho, dessa vez para ensinar português. Mas a minha suposta futura aluna ainda não entrou em contato comigo, então... veremos. Hoje eu me encontrei com a estudante japonesa pra quem eu dou aulas de português, quer dizer, dou uma assistência, porque na verdade ela já sabe bem o português. Gente... ela traz uns textos e livros acadêmicos que nem eu entendo. Aí ela me pergunta o que quer dizer e eu fico lá, meia hora pensando, para depois sair com um talvez, provavelmente, não tenho certeza mas acho que é isso... Geralmente é problema de contexto, pressupostos e subentendidos, cuja diferença eu nunca entendi, ou alguma palavra "inventada" por algum estudioso.
Achei o site Gramática on-line e tava dando uma olhada lá... nossa, eu não me lembrava daquele monte de classificações de análise sintática... português é um bicho complicado mesmo.
Bom, vou deixar de lado meus parênteses e dar uma pedalada (na ergométrica). Parabéns às dezenas de aniversariantes de novembro! Um grande beijo a todos. Salut =)
sábado, 30 de outubro de 2004
Desinformada
Eu sei que este post deveria ter sido escrito assim que eu tivesse me atualizado, mas não deu, atrasou. Agora todo mundo deve ter mais informações sobre o terremoto que houve em Niigata do que eu, que não assisto TV nem leio jornais e, sim, converso com alguns japoneses, mas eles não comentam muito sobre isso. Eu havia dito que os estragos haviam sido relativamente baixos, já que eu só assisti ao noticiário da noite em que o terremoto havia ocorrido. Claro que, mesmo algumas horas depois dos tremores, ainda não dá para se saber a real dimensão dos estragos e perdas. Eu ouvi que haviam 2 mortos e o que fiz foi imediatamente (sem deliberações) comparar com o tufão, que deixou mais de 50 mortos em todo o país, sendo que tufões são fenômenos previsíveis e todo mundo é previamente alertado sobre sua passagem. (Pelamordedeus, eu não estou dizendo que 2 mortes são menos dignas de atenção que 30)
Mas só depois de 2 ou 3 dias eu vi a notícia de que havia mais de 30 mortos e alguns desaparecidos, e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e/ou sem água ou energia elétrica. Os efeitos do terremoto foram ainda piores do que se poderia imaginar, por causa dos danos causados pelo tufão que passara não muitos dias antes.
Voluntários estão saindo de várias partes do país em direção a Niigata. Em relação a essa mobilização, ontem minha professora disse algo importante, que eu não sabia. Bem perto aqui de Kobe, numa ilha chamada Awajishima, os estragos do tufão de 10 dias atrás ainda podem ser vistos. E, apesar de isso ter acontecido antes do terremoto de Niigata, relativamente poucos voluntários apareceram para ajudar. Essa professora, entregando uns folhetos sobre um mutirão que a faculdade estava organizando, disse:
"É claro que o o terremoto foi algo realmente terrível, mas por causa disso a situação em Awajishima ficou meio apagada. Niigata é Niigata, Awajishima é Awajishima, e fica aqui em Hyogo-ken (mesmo estado)."
Mas só depois de 2 ou 3 dias eu vi a notícia de que havia mais de 30 mortos e alguns desaparecidos, e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e/ou sem água ou energia elétrica. Os efeitos do terremoto foram ainda piores do que se poderia imaginar, por causa dos danos causados pelo tufão que passara não muitos dias antes.
Voluntários estão saindo de várias partes do país em direção a Niigata. Em relação a essa mobilização, ontem minha professora disse algo importante, que eu não sabia. Bem perto aqui de Kobe, numa ilha chamada Awajishima, os estragos do tufão de 10 dias atrás ainda podem ser vistos. E, apesar de isso ter acontecido antes do terremoto de Niigata, relativamente poucos voluntários apareceram para ajudar. Essa professora, entregando uns folhetos sobre um mutirão que a faculdade estava organizando, disse:
"É claro que o o terremoto foi algo realmente terrível, mas por causa disso a situação em Awajishima ficou meio apagada. Niigata é Niigata, Awajishima é Awajishima, e fica aqui em Hyogo-ken (mesmo estado)."
segunda-feira, 25 de outubro de 2004
Merd de computador!
Esse computador só dá problema... Ai, que ilusão, que sonho que foi ao comprá-lo, e agora... Não consigo assistir a DVDs, a CPU às vezes faz um barulho de Brasília velha, e o pior: há 3 dias, meu Windows japonês deu um pau total, simplesmente não funciona, nada, só o cursor se mexe na tela preta... Eu tô usando a versão em inglês, que também tava instalada, mas que não tem nada, só dá pra usar a internet. Mesmo assim, não dá pra ver as páginas em japonês e nem escrever meus trabalhos. Também não dá pra ver TV nem ouvir música, porque o sound card não funciona. Eee maravilha! Eu poderia reinstalar, mas por motivos que eu não posso tornar públicos, essa opção está quase descartada.
O que eu decidi fazer, então, foi baixar o Linux. Tá baixando ainda, na verdade. Vamos ver no que vai dar. Parece que é uma maravilha, dizem. E é de graça, hah hah.
Bom, assuntos desinteressantes à parte... nada de interessante. No comments sobre a prisão do Duda Mendonça (mas que ele é cara-de-pau de defender briga de galo, isso alguém vai negar?).
Ah, sim, se vcs viram na TV o último terremoto que aconteceu aqui no Japão, não se preocupem (eu sei que ninguém se preocupou mesmo). Não deu pra sentir nada aqui. Quer dizer, eu senti medo assistindo ao noticiário, credo... O jornalista falando do primeiro tremor quando começa a tremer de novo - "Acalmem-se, acalmem-se", como que falando pra ele mesmo também. Coitado, acho que pegaram ele pra transmitir o Plantão, não teve nem tempo de pentear o cabelo... ou será que é o normal? Bom, ao todo foram 3 picos de 6 pontos. Em que escala eu não sei. Mas sei que, pela intensidade, as perdas e os estragos parecem ter sidos relativamente baixos.
O que eu decidi fazer, então, foi baixar o Linux. Tá baixando ainda, na verdade. Vamos ver no que vai dar. Parece que é uma maravilha, dizem. E é de graça, hah hah.
Bom, assuntos desinteressantes à parte... nada de interessante. No comments sobre a prisão do Duda Mendonça (mas que ele é cara-de-pau de defender briga de galo, isso alguém vai negar?).
Ah, sim, se vcs viram na TV o último terremoto que aconteceu aqui no Japão, não se preocupem (eu sei que ninguém se preocupou mesmo). Não deu pra sentir nada aqui. Quer dizer, eu senti medo assistindo ao noticiário, credo... O jornalista falando do primeiro tremor quando começa a tremer de novo - "Acalmem-se, acalmem-se", como que falando pra ele mesmo também. Coitado, acho que pegaram ele pra transmitir o Plantão, não teve nem tempo de pentear o cabelo... ou será que é o normal? Bom, ao todo foram 3 picos de 6 pontos. Em que escala eu não sei. Mas sei que, pela intensidade, as perdas e os estragos parecem ter sidos relativamente baixos.
quarta-feira, 20 de outubro de 2004
Primeiro (meio) emprego
Consegui um trabalho! Vou trabalhar como "student staff" numa escola internacional, que ensina inglês para crianças. É só aos sábados, de manhã até a tarde. Basicamente, eu tenho que assistir os professores e os alunos, e falar inglês o dia inteiro. A grana que eu vou ganhar não é grande coisa, e a escola é meio longe daqui (1h de trem), mas acho que vai ser bom trabalhar numa escola... talvez me ajude a decidir o que eu realmente quero fazer dentro do campo da Educação. Pois é, pois é, eu estou indecisa, para variar... calma, eu caminho a passos lentos por caminhos tortos, mas um dia eu chego lá (espero!).
O tufão está passando por aqui... credo! Parece mesmo que a minha janela vai explodir a qulaquer momento, com esse vento que não pára! Sério, acho que esse está sendo o mais forte desde que eu vim para cá. Nem fui à facu hoje, porque desde manhã anunciaram estado de alerta. Até agora, 13 pessoas morreram e há alguns desaparecidos.
O Napô tinha feito um comment sobre essa história de estudar fora e voltar pra casa... Com certeza, se eu tivesse que voltar pro Brasil pra valer, e não só de férias, seria muito diferente. Eu ainda tenho mais 3 anos e meio aqui no Japão, mas não me vejo de volta ao Brasil LOGO depois disso. Acho que eu não tinha consciência disso quando entrei naquele avião ano passado... será que era só eu?
O tufão está passando por aqui... credo! Parece mesmo que a minha janela vai explodir a qulaquer momento, com esse vento que não pára! Sério, acho que esse está sendo o mais forte desde que eu vim para cá. Nem fui à facu hoje, porque desde manhã anunciaram estado de alerta. Até agora, 13 pessoas morreram e há alguns desaparecidos.
O Napô tinha feito um comment sobre essa história de estudar fora e voltar pra casa... Com certeza, se eu tivesse que voltar pro Brasil pra valer, e não só de férias, seria muito diferente. Eu ainda tenho mais 3 anos e meio aqui no Japão, mas não me vejo de volta ao Brasil LOGO depois disso. Acho que eu não tinha consciência disso quando entrei naquele avião ano passado... será que era só eu?
quarta-feira, 6 de outubro de 2004
4 estações
Junto com as aulas, começa o outono. Já se podem ver folhas amarelando, e os fins de tarde têm sido friozinhos. É bom começar a se preparar para o inverno. Em dois meses já estará frio, aquele frio de verdade, que não se sente em São Paulo...
Notei que as japonesas já estão comprando botas novas e usando saias... quando termina o verão, elas começam a usar saias... humpf!
Cheia de planos para as próximas 3 férias, não vai dar pé sem um baito (part-time job, bico). Não quero me empolgar antes da hora, mas ontem apareceram 2 oportunidades de trabalho. Lá no International Students Center da universidade, eu vi, no quadro de avisos, um anúncio procurando alguém para corrigir uma tradução japonês-português e narrá-la para um vídeo. Esse é só um freela, mas tá valendo. Quando cheguei em casa, meu senpai me mandou um e-mail perguntando se eu ainda estava interessada em um trabalho de que ele tinha flado antes das férias. Claro que eu estava, até pensei que ele tinha se esquecido, já que fazia tanto tempo... É um trabalho de professor-assistente numa escola de inglês onde ele trabalha. Mas não é nada certo.
Ah, claro, meus planos pra férias! Inverno: esquiar em... algum lugar. Não sei se vou pra Sendai (onde o Oscar mora) de novo. Primavera: China ou Coréia. O Oscar me veio com essa idéia de ir pra China depois que uns amigos nossos viajaram pra lá. Dá pra acreditar que ele tá até fazendo aulas de chinês? Ai, ai... A idéia de ir pra Seul partiu da Septa, minha amiga da Indonésia. É que a passagem pra lá é muito barata, e há a opção de ir de navio também. Verão: Europa!! Itália, França, Espanha, Romênia etc. O etc. vai depender da verba disponível.
Notei que as japonesas já estão comprando botas novas e usando saias... quando termina o verão, elas começam a usar saias... humpf!
Cheia de planos para as próximas 3 férias, não vai dar pé sem um baito (part-time job, bico). Não quero me empolgar antes da hora, mas ontem apareceram 2 oportunidades de trabalho. Lá no International Students Center da universidade, eu vi, no quadro de avisos, um anúncio procurando alguém para corrigir uma tradução japonês-português e narrá-la para um vídeo. Esse é só um freela, mas tá valendo. Quando cheguei em casa, meu senpai me mandou um e-mail perguntando se eu ainda estava interessada em um trabalho de que ele tinha flado antes das férias. Claro que eu estava, até pensei que ele tinha se esquecido, já que fazia tanto tempo... É um trabalho de professor-assistente numa escola de inglês onde ele trabalha. Mas não é nada certo.
Ah, claro, meus planos pra férias! Inverno: esquiar em... algum lugar. Não sei se vou pra Sendai (onde o Oscar mora) de novo. Primavera: China ou Coréia. O Oscar me veio com essa idéia de ir pra China depois que uns amigos nossos viajaram pra lá. Dá pra acreditar que ele tá até fazendo aulas de chinês? Ai, ai... A idéia de ir pra Seul partiu da Septa, minha amiga da Indonésia. É que a passagem pra lá é muito barata, e há a opção de ir de navio também. Verão: Europa!! Itália, França, Espanha, Romênia etc. O etc. vai depender da verba disponível.
sexta-feira, 1 de outubro de 2004
Back again
Oi, gente!! Estou de volta ao Japão, de volta à internet. Todo esse tempo em que estive no Brasil sõ pude usar a internet para checar os e-mails umas poucas vezes, fora de casa, porque o computador não estava funcionando... Bem, mas sem reclamar, que as minhas férias foram ótimas!! Claro, tem coisa melhor que voltar pra casa, rever a família e os amigos? E, além disso, viajar pra Fortaleza! Sim, eu vou colocar umas fotos de lá...
Passou muito rápido. Foram praticamente 5 semanas. Sendo que uma semana eu passei em Fortaleza, outra de cama por causa de um extração de dente seguida por uma puta duma gripe... não me sobrou quase nada. Fiquei triste de não poder ter encontrado vários dos meus amigos e sequer ter falado com alguns. Espero que me perdoem... e que eu consiga conversar mais com todo mundo daqui em diante.
Achei que ia ficar de bode quando chegasse aqui, mas ainda bem que estive ocupada nesses ... 2 dias e nem tive tempo pra isso. Tenho fé de que o tempo vai passar bem rápido até as próximas férias, em dezembro, e até a próxima chance de voltar ao Brasil.
Esse negócio de voltar pra casa depois de tanto tempo fora é sempre a mesma coisa (pelo que dizem os que também já passaram por isso): todo mundo fica perguntando como é "lá", onde é melhor, se eu acho que as pessoas mudaram muito... e comentam "Nossa, como você tá ******" ou "Nossa, não mudou nada", ou seja, o que quer que tenha acontecido, as pessoas parecem ficar surpresas, heheh.
É bom voltar às raízes pra não se esquecer de quem você é ou costumava ser. Não significa que você precisa ser como antes... né?
Passou muito rápido. Foram praticamente 5 semanas. Sendo que uma semana eu passei em Fortaleza, outra de cama por causa de um extração de dente seguida por uma puta duma gripe... não me sobrou quase nada. Fiquei triste de não poder ter encontrado vários dos meus amigos e sequer ter falado com alguns. Espero que me perdoem... e que eu consiga conversar mais com todo mundo daqui em diante.
Achei que ia ficar de bode quando chegasse aqui, mas ainda bem que estive ocupada nesses ... 2 dias e nem tive tempo pra isso. Tenho fé de que o tempo vai passar bem rápido até as próximas férias, em dezembro, e até a próxima chance de voltar ao Brasil.
Esse negócio de voltar pra casa depois de tanto tempo fora é sempre a mesma coisa (pelo que dizem os que também já passaram por isso): todo mundo fica perguntando como é "lá", onde é melhor, se eu acho que as pessoas mudaram muito... e comentam "Nossa, como você tá ******" ou "Nossa, não mudou nada", ou seja, o que quer que tenha acontecido, as pessoas parecem ficar surpresas, heheh.
É bom voltar às raízes pra não se esquecer de quem você é ou costumava ser. Não significa que você precisa ser como antes... né?
terça-feira, 3 de agosto de 2004
Até logo
Desculpem ter ficado tanto tempo sem escrever, mas eu estive, quer dizer, ainda estou, cheia de coisas pra fazer, por conta das provas, trabalhos e viagem. Ainda não terminei o ultimo trabalho, que eu tenho que entregar, explodindo, ate sexta-feira, já que eu comprei a passagem para Sendai (onde mora o Oscar) para sexta à noite. Digo, a passagem é para Tokyo, mas de Tokyo eu vou para Sendai. Aaahhh, que viaaagem. Saio daqui de Kobe às 9h da noite, chego a Tokyo às 6h30 da manhã, pego o ônibus para Sendai às 11h30, chego lá por volta das 16h...
Hoje parei para dar uma respirada, sair com os amigos, antes de retomar o trabalho a todo vapor... Então esse, talvez, seja o último post que eu escrevo antes de poder falar com vocês pessoalmente! É que eu não sei em que nível de condições precárias eu passarei meus dias em Sendai. Provavelmente sem internet, ou só o suficiente para checar e-mails. Veremos. Fora isso, talvez eu nem possa tomar 2 ou 3 banhos por dia, como eu tenho que fazer ultimamente para suportar esse calor nojento. Talvez tenham que ser 2 dias por banho. É que, sabem, o Oscar mora num dormitório masculino, que só tem banheiro coletivo... Aí provavelmente eu terei que usar o dormitório da minha amiga, que mora um pouquinho longe dali, o que requer um certo $$ pro transporte. Bom, quem é que nunca passou por isso, né? Acampamento, JUCA, falta de água etc.
Putz, antes que eu me esqueça: semana passada eu finalmente senti um tremor de terra! Quer dizer, foi tão fraco que foi só um tremor de cama mesmo... mas a verdade é que eu tinha acabado de pegar no sono quando senti a cama tremer, então eu acordei bem assustada, acendi a luz, olhei pela janela, vi se estava tudo no lugar... tudo perfeito. Depois eu até pensei que tinha sonhado. Mas, no dia seguinte, quando contei do meu "sonho" pra minha amiga, ela disse que tinha tremido mesmo, mas que, como o centro havia sido em outra região, quase não deu para sentir nada. Bom, mas agora eu sei que quando houver um terremoto de verdade... eu vou ficar desesperada!
Então, despeço-me por aqui. Torçam para que dê tudo certo, e que eu chegue sã e salva em Sampa. Beijos a todos, saudades mil. ^_^
p.s.: ah, essa fotinho eu tirei na sacada do quarto. Ainda bem que não dá pra ver as pombas que ficam em cima do ar-condicionado, heheh
Hoje parei para dar uma respirada, sair com os amigos, antes de retomar o trabalho a todo vapor... Então esse, talvez, seja o último post que eu escrevo antes de poder falar com vocês pessoalmente! É que eu não sei em que nível de condições precárias eu passarei meus dias em Sendai. Provavelmente sem internet, ou só o suficiente para checar e-mails. Veremos. Fora isso, talvez eu nem possa tomar 2 ou 3 banhos por dia, como eu tenho que fazer ultimamente para suportar esse calor nojento. Talvez tenham que ser 2 dias por banho. É que, sabem, o Oscar mora num dormitório masculino, que só tem banheiro coletivo... Aí provavelmente eu terei que usar o dormitório da minha amiga, que mora um pouquinho longe dali, o que requer um certo $$ pro transporte. Bom, quem é que nunca passou por isso, né? Acampamento, JUCA, falta de água etc.
Putz, antes que eu me esqueça: semana passada eu finalmente senti um tremor de terra! Quer dizer, foi tão fraco que foi só um tremor de cama mesmo... mas a verdade é que eu tinha acabado de pegar no sono quando senti a cama tremer, então eu acordei bem assustada, acendi a luz, olhei pela janela, vi se estava tudo no lugar... tudo perfeito. Depois eu até pensei que tinha sonhado. Mas, no dia seguinte, quando contei do meu "sonho" pra minha amiga, ela disse que tinha tremido mesmo, mas que, como o centro havia sido em outra região, quase não deu para sentir nada. Bom, mas agora eu sei que quando houver um terremoto de verdade... eu vou ficar desesperada!
Então, despeço-me por aqui. Torçam para que dê tudo certo, e que eu chegue sã e salva em Sampa. Beijos a todos, saudades mil. ^_^
p.s.: ah, essa fotinho eu tirei na sacada do quarto. Ainda bem que não dá pra ver as pombas que ficam em cima do ar-condicionado, heheh
segunda-feira, 5 de julho de 2004
Ô inferninho!
30 e poucos graus e 70% de umidade. O verão japonês é desagradavelmente quente. É só sair de casa que eu entro em processo de gutação. Claro, não dá pra sair sem levar uma garrafa de água e uma toalhinha de mão.
Sábado eu fui ao Natsu Matsuri da Gaidai. Acho que escrevi sobre o do ano passado. É um festival onde os alunos vendem comidas e bebidas típicas de vários países, fazem apresentações musicais e todos dançam o bon-odori. Dessa vez eu fui com meu senpai (atrás de mim na foto). Ele foi se encontrar com uma amiga (de pé, à direita)que havia estudado com ele na Gaidai, que, por sua vez, havia vindo de Tokyo para se encontrar com a irmã (sentada), agora estudante da Gaidai. Quem está no centro é o Hugo, do Peru. As irmãs são paraguaias. Todos nikkei (descendentes de japoneses).
Eu comi comida paquistanesa, africana (não estava especificado de que país), chinesa, brasileira (sem brincadeira, algo que eu nunca tinha comido - macaquinho, já ouviram falar?). Encontrei os kohais, gente que estudou comigo ano passado, antigas vizinhas do dormitório, amigos japoneses. Foi o máximo!
Sábado eu fui ao Natsu Matsuri da Gaidai. Acho que escrevi sobre o do ano passado. É um festival onde os alunos vendem comidas e bebidas típicas de vários países, fazem apresentações musicais e todos dançam o bon-odori. Dessa vez eu fui com meu senpai (atrás de mim na foto). Ele foi se encontrar com uma amiga (de pé, à direita)que havia estudado com ele na Gaidai, que, por sua vez, havia vindo de Tokyo para se encontrar com a irmã (sentada), agora estudante da Gaidai. Quem está no centro é o Hugo, do Peru. As irmãs são paraguaias. Todos nikkei (descendentes de japoneses).
Eu comi comida paquistanesa, africana (não estava especificado de que país), chinesa, brasileira (sem brincadeira, algo que eu nunca tinha comido - macaquinho, já ouviram falar?). Encontrei os kohais, gente que estudou comigo ano passado, antigas vizinhas do dormitório, amigos japoneses. Foi o máximo!
quinta-feira, 1 de julho de 2004
Que animal vc seria?
Esse show foi no aquário de Suma, aquela vez que eu fui à praia. Golfinho, em japonês, chama-se iruka. Sim, sim, acho que vocês já perceberam... que soa parecido com o meu nome, né? A verdade é que, ao escrever meu nome em japonês, é exatamente assim que ele soa: i-ru-ka. Bom, pelo menos significa golfinho, que é um animal que eu adoro! 

segunda-feira, 28 de junho de 2004
Festa Junina
Ontem eu fui a uma festa junina!! Organizada pela Comunidade Brasileira de Kansai, a CBK. Apesar do calor insuportável que não permitiu que o quentão e o vinho quente animassem mais a festa, os altos preços da cerveja, da feijoada e do cachorro-quente, deu para matar a saudade da quadrilha, do forró, do pastel e do bolo de fubá. Parece que estavam presentes na festa dois jogadores de futebol (eles tinham mesmo jeito, e as esposas eram loiras...:P) que jogam em Kobe. Acho que um deles veio do Grêmio, sei lá.
O local onde foi realizada a festa, antigamente, era uma espécie de "Casa do Emigrante", onde os japoneses com destino ao Brasil e outros países da América se hospedavam até o dia da viagem. Hoje em dia o prédio abriga um acervo de fotos, e réplicas dos navios usados nas viagens. Aproximadamente 40 por cento dos navios de migrantes japoneses partiram do porto de Kobe.
Infelizmente eu me esqueci de levar a câmera, então só deu para tirar umas fotinhos toscas com o celular. Ah, mas festa junina vocês já estão carecas de ver, né?
Depois da festa eu fui às compras. Não me chamem de esnobe, não me acusem de ter sido devorada pela sociedade consumista japonesa, mas o fato é que eu nunca pensei que sairia da Gap com uma sacolona cheia de compras... Acreditem, uma liquidação da Gap aqui no Japão desbanca até uma certa rede de lojas considerada "popular". Interessante que, olhando as etiquetas das roupas, eu fiz um tour pela Ásia - Tailândia, Vietnã, China, Cambódia, Cingapura... Claro, se fosse produto japonês, não seria tão barato.
Aliás, um problema na hora de comprar lembrancinhas para levar para casa é que até souvenirs japoneses são Made in China. Sei lá, eu não vejo problema, contanto que o souvenir tenha cara de Japão, mas... que é estranho, é.
O local onde foi realizada a festa, antigamente, era uma espécie de "Casa do Emigrante", onde os japoneses com destino ao Brasil e outros países da América se hospedavam até o dia da viagem. Hoje em dia o prédio abriga um acervo de fotos, e réplicas dos navios usados nas viagens. Aproximadamente 40 por cento dos navios de migrantes japoneses partiram do porto de Kobe.
Infelizmente eu me esqueci de levar a câmera, então só deu para tirar umas fotinhos toscas com o celular. Ah, mas festa junina vocês já estão carecas de ver, né?
Depois da festa eu fui às compras. Não me chamem de esnobe, não me acusem de ter sido devorada pela sociedade consumista japonesa, mas o fato é que eu nunca pensei que sairia da Gap com uma sacolona cheia de compras... Acreditem, uma liquidação da Gap aqui no Japão desbanca até uma certa rede de lojas considerada "popular". Interessante que, olhando as etiquetas das roupas, eu fiz um tour pela Ásia - Tailândia, Vietnã, China, Cambódia, Cingapura... Claro, se fosse produto japonês, não seria tão barato.
Aliás, um problema na hora de comprar lembrancinhas para levar para casa é que até souvenirs japoneses são Made in China. Sei lá, eu não vejo problema, contanto que o souvenir tenha cara de Japão, mas... que é estranho, é.
domingo, 27 de junho de 2004
Finalmente, fotos!
Como vcs já viram, agora eu poso colocar fotos no meu blog!! Se vcs tiverem algum pedido especial, do tipo "foto daquele lugar, ou daquela pessoa, dos seus migos etc.", é só falar!
Leche, vc precisa me mandar a URL do seu blog, pq eu não consegui acessar seu perfil...
Má, é claro que eu me lembro de vc, né.. até parece que faz muito mais de um ano e meio que a gente se falou pela última vez.
Segunda-feira passada o taifu passou por aqui, levando guarda-chuvas, telhados, causando acidentes e até mortes... Um cameraman foi jogado no mar e arrastado pelas ondas quando estava no porto para a gravação de uma reportagem. Parte do telhado de um hotel voou em direção à linha de shinkansen (trem-bala), deixando os passageiros esperando na estação por mais de 6 horas. E ninguém teve aulas o dia inteiro.
Tenho mais para contar sobre o meu fim de semana, que foi muito bom, mas deixo pra amanhã, porque já é tarde e eu tenho aula amanhã... Huááá
Leche, vc precisa me mandar a URL do seu blog, pq eu não consegui acessar seu perfil...
Má, é claro que eu me lembro de vc, né.. até parece que faz muito mais de um ano e meio que a gente se falou pela última vez.
Segunda-feira passada o taifu passou por aqui, levando guarda-chuvas, telhados, causando acidentes e até mortes... Um cameraman foi jogado no mar e arrastado pelas ondas quando estava no porto para a gravação de uma reportagem. Parte do telhado de um hotel voou em direção à linha de shinkansen (trem-bala), deixando os passageiros esperando na estação por mais de 6 horas. E ninguém teve aulas o dia inteiro.
Tenho mais para contar sobre o meu fim de semana, que foi muito bom, mas deixo pra amanhã, porque já é tarde e eu tenho aula amanhã... Huááá
Topete?
Essa foto foi o Nerso quem tirou, quando nós estavamos no castelo de Himeji. Era a primeira do filme, foi sem ajustes de foco nem nada... e eu nem queria que ele tirasse!! Mas ficou engracada, heheh... E, naum, eu naum adotei o estilo Itamar, foi o vento mesmo. Era inverno, como vcs podem ver pelo meu casaco. 

domingo, 20 de junho de 2004
1 ano, 60 dias
Esqueci de comemorar (mas tb, como?) 1 ano de blog! Pff... como se fosse muito importante, né... Mas significa que eu já estou aqui há mais de um ano. O 1 ano, na verdade, passou rápido, rápido demais. Esse mais de um ano é que tem demorado a passar. Tanto porque agora eu estou sozinha e solitária, como porque faltam apenas 60 dias para eu voltar. E estes 60 dias serão duros... quando eu mais preciso estudar, pras provas, a viagem é tudo o que eu consigo pensar. Duros serão também pela falta de grana. E isso me dá uma dor de cabeça... eu gasto horas fazendo contas e planos para ver se vai dar para gastar numa boa nas férias.
De novo, o verão. Só que agora eu tenho que pagar pelo ar-condicionado. E não dá pra usar o computador sem ar, se não ele parece um carro velho, aí dá aquele medo de dar pau.
Na verdade... já é verão? Eu nem sei... porque o período de chuvas geralmente é antes do verão. E ainda não começou a chover pra valer. Bom, mas parece que essa semana vai... se bobear, hoje mesmo vai chover. Ainda mais quando o tufão está se aproximando... Já passou por Okinawa, agora está em Kyushu, no sul. Eu só espero estar em casa quando passar aqui por Kobe...
Ontem, enquanto eu asistia à novela (sim, depois eu conto), apareceu no GC a notícia de que acabara de ocorrer um terremoto em Wakayama, não muito longe daqui. Mas fraco, sem danos sérios. E hoje, às 2 e pouco da tarde, mais um, de 3 graus (não sei que escala eles utilizam), mas esse não sei onde foi. Talvez seja bastante comum, mas eu, que não assistia TV, nunca ficava sabendo. Ao contrário de muitas pessoas, eu não tenho curiosidade de experimentar um terremoto... até porque nunca se sabe o fim que ele vai levar.
De novo, o verão. Só que agora eu tenho que pagar pelo ar-condicionado. E não dá pra usar o computador sem ar, se não ele parece um carro velho, aí dá aquele medo de dar pau.
Na verdade... já é verão? Eu nem sei... porque o período de chuvas geralmente é antes do verão. E ainda não começou a chover pra valer. Bom, mas parece que essa semana vai... se bobear, hoje mesmo vai chover. Ainda mais quando o tufão está se aproximando... Já passou por Okinawa, agora está em Kyushu, no sul. Eu só espero estar em casa quando passar aqui por Kobe...
Ontem, enquanto eu asistia à novela (sim, depois eu conto), apareceu no GC a notícia de que acabara de ocorrer um terremoto em Wakayama, não muito longe daqui. Mas fraco, sem danos sérios. E hoje, às 2 e pouco da tarde, mais um, de 3 graus (não sei que escala eles utilizam), mas esse não sei onde foi. Talvez seja bastante comum, mas eu, que não assistia TV, nunca ficava sabendo. Ao contrário de muitas pessoas, eu não tenho curiosidade de experimentar um terremoto... até porque nunca se sabe o fim que ele vai levar.
domingo, 13 de junho de 2004
Novo template
Mudei meu template, como vcs podem ver, mas perdi meus comments... Bom, agora vou deixar o blog assim mesmo. Coloquei alguns links novos. O blog do Raymond eu recomendo para quem tem paciência para ler e gosta de política. A Klara, minha amiga romena, tem dotes literários; ela publicou alguns livros de haiku, poemas japoneses. E no site dela há também algumas pinturas que ela fez.
Parece que o tsuyu, período de chuvas, chegou. Mas hoje fez um tempo muito bom. Eu até comprei um McShake e fui caminhar no porto... Espero que o verão desse ano não seja tão úmido como o do ano passado, é horrível! Bom, eu não sei como é na região norte do Brasil, mas que o verão japonês é muito pior que o de Sampa, isso é.
Estou pensando em, quando voltar pro Brasil, fazer uma "maratona de cinema", assistir quantos filmes eu puder. Fora os filmes que terei que assistir em vídeo... Quem tiver sugestões (de filmes que passaram nesse um ano e 4 meses) ou, melhor ainda, quiser me acompanhar, seja bem-vindo.
Ai, ai, estou morrendo de saudades de todos vcs!
Parece que o tsuyu, período de chuvas, chegou. Mas hoje fez um tempo muito bom. Eu até comprei um McShake e fui caminhar no porto... Espero que o verão desse ano não seja tão úmido como o do ano passado, é horrível! Bom, eu não sei como é na região norte do Brasil, mas que o verão japonês é muito pior que o de Sampa, isso é.
Estou pensando em, quando voltar pro Brasil, fazer uma "maratona de cinema", assistir quantos filmes eu puder. Fora os filmes que terei que assistir em vídeo... Quem tiver sugestões (de filmes que passaram nesse um ano e 4 meses) ou, melhor ainda, quiser me acompanhar, seja bem-vindo.
Ai, ai, estou morrendo de saudades de todos vcs!
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