terça-feira, 10 de julho de 2007

Welcome to the jungle!

Bem-vindo à selva! Onde? Minha casa!
Meu apartamento fica no meio da montanha. Aqui no Japão, isso significa primeiramente longe das linhas de trem, mas no meu caso tem muito mais implicações. Eu vivo mais perto do que resta de natureza que o restante da população que vive perto do mar e da civilização. O que me preocupa nessa natureza é a fauna, a parte que se move, rasteja, voa, pica, é nojenta e perigosa.
Hoje eu vi um morcego pela primeira vez na vida. E ele, digo, eles (eram dois) estavam no hall do meu elevador, aqui no décimo andar. No verão passado eu fui visitada por algumas centopeias asquerosas que eu nunca tinha visto no Brasil. Elas são grandes, venenosas e se movem mais rápido do que você gostaria.


Na faculdade eu já vi umas lagartixas com rabos multicoloridos, além de javalis, que descem as montanhas no verão para fuçar os lixos em busca de comida.
Há pouco tempo, eu vi duas cobras na mesma semana. Uma bem pequena e toda dilacerada (eu sei, eca!) no estacionamento do prédio e a outra, que devia ter mais de um metro, recém-atropelada aqui perto de casa.
"É verdade que no Brasil tem anaconda?!" perguntam muitos japoneses. Eu sei que tem, na Amazônia, mas em São Paulo eu nunca vi... Também nunca vi javalis nem morcegos nem centopeias-monstros, principalmente perto ou dentro de casa. Onde é que eu vim parar?!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Cigarrinho e cafezinho

Parece uma ótima combinação, né? Eu não fumo, então não sei, mas pelo que eu vejo - e, principalmente, inspiro -, os japoneses são loucos por um cigarrinho acompanhado de um cafezinho.

Os coffee shops, que se pode encontrar em qualquer esquina, são frequentados por 10 em cada 10 fumantes japoneses engravatados. Em algumas lojas é proibido fumar dentro do estabelecimento, em outras há área de fumantes e de não-fumantes e em algumas, como eu descobri recentemente, o "tabaco", como é chamado o cigarro em japonês, é liberado.

Como já mencionei, eu não fumo. E não gosto do cheiro de cigarro, salvo em baladas, e não me perguntem o por quê da bizarra exceção. Como se não bastasse o cheiro, ter que enfrentar aquela cortina de fumaça na cara, ainda mais durante uma refeição, sinceramente, me dá nos nervos. Ah, é claro que eu tenho amigos fumantes! Claro também que eu saio com eles e não protesto contra o cigarro. Mas o fato é que meus amigos fumantes não soltam fumaça na minha cara... É egoísta, eu sei, e algum blogger por aí deve estar reclamando dos cigarros dos meus amigos, mas é assim que as coisas funcionam, por enquanto.

Bem, mas tudo isso foi para expressar minha posição em relação ao cigarro em si e aos fumantes. Voltando agora ao café, eu disse que recentemente descobri que alguns coffee shops não tem restrição contra o fumo. Como eu descobri isso? Da maneira mais desagradável possível: fumando por tabelinha até terminar meu caffe latte e poder dar o fora. Apenas dez minutos de defumação e eu já estava "inspirada" o suficiente para uma entrevista de emprego que eu teria em 15 minutos. O pior é ser vista - ou cheirada - como fumante.
Esse costume dos fumantes de frequentar cafés me é desfavorável... Eu detesto cigarro, mas adoro fazer hora num café. Com essa falta de bancos públicos e a necessidade de um ar condicionado praticamente o ano todo, os cafés têm os assentos mais acessíveis e confortáveis à disposição quando se precisa esperar ou descansar os pés. E o melhor de tudo: eles até servem café!

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Instinto Materno

Não posso afirmar nada a respeito do assunto, porque nunca estudei sobre isso. Só quero registrar algo que pensei hoje.

Enquanto eu escrevo esse post, tá passando na Discovery um programa sobre os instintos humanos de auto-defesa e de salvar alguém em perigo. Nos EUA, uma mulher passeando a cavalo com o filho e algumas outras crianças salvou o filho que estava sendo atacado por um puma. Ela gritou, chamando a atenção do animal, quebrou um galho e o enfrentou. Enquanto isso as outras crianças foram procurar ajuda, levando o garoto ferido. Quando encontraram a mulher, depois de 2 horas, ela já estava gravemente ferida, mas só morreu depois de ouvir que o filho estava bem.

Você já deve ter ouvido alguma história de uma mãe que levantou um carro ou um portão automático para salvar o filho. Verdade ou não, o ser humano pode sim revelar uma força antes desconhecida em caso de perigo extremo, pra si próprio ou outra pessoa. No caso das mães, dizem que isso é instinto materno. Mas "instinto" é para ser algo inerente ao ser humano, certo? Bom, se nem todas as mães possuem instinto materno, será que esse instinto existe mesmo?

Hoje de manhã gastaram um programa inteiro contando a vida de uma japonesa que estrangulou o filho de 4 anos, abandonou-o num córrego perto de casa e duas horas depois saiu gritando pela vizinhança fingindo estar buscando o filho que havia desaparecido.

Aqui no Japão, infelizmente, essas coisas acontecem toda semana. Pais que matam filhos, filhos que matam pais. Vendo essa realidade, é difícil acreditar em instinto materno. Ou esse instinto está desaparecendo em parte da humanidade. Afinal, se uma mãe tem como instinto proteger o filho, como pode ela mesma espancar e até mesmo matá-lo?

domingo, 30 de julho de 2006

Gaijin x Japa - chega dessa merda!!

Depois de ver algumas comunidades no orkut usando as palavras "gaijin" e "nihonjin", uns falando mal dos outros, cheios de preconceito e ignorância, não pude conter minha indignação. Apesar de ter muita gente que só usa essas palavras pra designar descendente de japonês ou não, elas são lenha na fogueira da xenofobia mascarada pela "cultura multi-étnica" brasileira.

Eu não deveria me importar tanto com certas pessoas incoerentes que dizem "gaijin quer dizer estrangeiro, e os estrangeiros são vcs [descendentes de japoneses] que tão na nossa terra. Sem preconceito!", mas não dá. Nossa terra? Que merda é essa? Estrangeiros são vcs?

Vamos deixar umas coisas bem claras:
1. Quem nasce no Brasil e/ou adota o país como seu é brasileiro, independente da ascendência.
2. Gaijin quer dizer, sim, estrangeiro, e no Japão essa palavra é considerada depreciativa, apesar de nós mesmos nos chamarmos de gaijins. Depois de vir pra cá e saber disso, passei a achar errado o uso dessa palavra pelos nikkeis brasileiros pra designar os não-descendentes. O problema é que, além de ser mais fácil que dizer "não-descendentes de japoneses", a palavra já ficou tão comum que fica um pouco difícil de substituí-la.
3. Descendentes de asiáticos (japoneses, chineses e coreanos) ainda são vítimas de piadinhas e apelidos ridículos, além de uma generalização que é fruto da mesma ignorância. Afinal, quem faz esse tipo de piadinha na rua não quer saber se vc é descendente de japoneses, chineses ou coreanos. Tendo olhos puxados basta, certo?
4. Nihonjin quer dizer japonês. Na minha família, pelo menos, só tem duas nihonjins, que são minhas avós. Eu não sou nihonjin, sou nikkei. Aqui no Japão, aliás, eu sou gaijin.

Quando alguém na família (na minha e na maioria das famílias nikkeis) arranja um(a) namorado(a), é comum perguntarem se é "nihonjin ou gaijin", né? Mesmo que não faça a menor diferença, eles perguntam, não perguntam? Na geração dos nossos pais era comum (e desejável) que nikkeis se casassem entre si, mas na nossa geração não tem que ser e já não é assim. Eu, pelo menos, não vou fazer pros meus filhos essa pergunta.

Essa palavra, gaijin... eu espero que ela desapareça quando não houver mais a necessidade de caracterizar uma pessoa como descendente ou não de japoneses. Se não, espero que seja substituída por algo mais coerente, já que nós estamos falando de brasileiros e nada mais. Confesso, não faz muito tempo que eu mesma usei essa palavra. Mas foi ingênuo da minha parte pensar que, se eu não tivesse nenhum preconceito, tudo bem usar esse termo, já que é mais fácil, como eu disse. Peço desculpas aos que se ofendem e prometo fazer o máximo pra não usar mais essa palavra. A propósito, o que eu disse foi "acho que me dou melhor com caras gaijins". Esse negócio de chamar os nonnikkeis de gaijins só porque eles nos chamam de japa, china, coreba, também não tem nada a ver.

O que todos nós temos que fazer é aprender a respeitar todas as culturas e etnias do MUNDO, porque no Brasil há um pouco de cada uma delas e TODAS são parte importante daquilo que a gente chama cultura brasileira.

sábado, 1 de julho de 2006

Déjà vu?

Foi a pior derrota da MINHA história. Eu nunca tinha assistido a uma Copa do Mundo com tanto fervor. Vai ver que, por estar no meio de um monte de japoneses, eu tive que torcer com uma intensidade 10 vezes maior pra não deixar o espírito canarinho apagar.
O Brasil começou bem o jogo, e a França parecia defensiva, mas essa tranquilidade só durou até a metade do primeiro tempo. Quando a França começou a atacar, eu já comecei a sentir aquele frio na barriga... Perder pra França de novo seria uma punhalada no orgulho de milhões de brasileiros.
Eu já esperava um jogo difícil, mas não um jogo feio. Uma chuva de cartões amarelos pra combinar com a nossa camisa, poucos chutes a gol e um show de Zidane só podiam ter ficado piores com o coro da torcida brasileira "Ei, Parreira, vai tomar no cú". Quando eu ouvi aquilo, parte de mim queria que o Brasil perdesse pelo simples fato de que aquela torcida não merecia ver o Brasil ganhar. Mas aquela era somente uma parte privilegiada de uma nação torcedora.
Eu não acho que o Brasil jogou tão mal. Só que podia ter jogado muito melhor. O problema é que, sendo os atuais campeões e carregando cinco vitórias nas costas, nos acostumamos a vencer. E quando não vencemos, alguém tem que levar a culpa - e, eventualmente, os xingos da torcida.
Ainda não posso dizer que gosto de futebol, mas posso dizer que sou fiel torcedora da seleção e agora eu entendo o que é sofrer por futebol. Sendo assim, eu me sinto no direito de criticar outros torcedores. E a torcida gritando pro Parreira merece o título de pior performance da Copa. Acho que a gente deveria aprender um pouco com a torcida da Croácia...

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Decisões

Ufa! O Brasil passou da primeira fase sem nenhuma derrota e fechou com chave de ouro - o Ronaldo que o diga -, 4 a 1 contra o Japão. É sempre bom ver o Brasil golear, mas ontem, sinceramente, eu não me importaria se o Japão tivesse ganhado. É que o Brasil já estava classificado mesmo, e o Japão precisava da vitória pra continuar na Copa. Mas não teve jeito, venceu o melhor, e o Japão precisa aprender a atacar. Fiquei feliz pelo Ronaldo! Tadinho, todo mundo só chamando ele de gordo, lerdo... ele jogou bem ontem. Próximo jogo contra Gana? É... eu não vi nenhum jogo deles, mas se eles passaram da primeira fase há uma razão pra isso.

Bom, fora as decisões da Copa, finalmente chegou o momento de eu decidir alguma coisa sobre o futuro. Há algum tempo eu já tinha decidido o que quero fazer como profissão: quero trabalhar na área de turismo, que não tem nada a ver com Pedagogia. Isso significa que essa faculdade não será exatamente útil na minha vida profissional, mas não vou abandonar. Aliás, essa semana eu já tenho que escolher o meu professor-orientador e o tema do meu TCC, só que eu não faço a mínima idéia. Ainda mais agora que eu sei que isso não vai me ajudar a arrumar um emprego, eu estou pensando que qualquer coisa serve... Mas na verdade isso deveria ser algo positivo, certo? Já que eu não preciso me especializar na área em que quero trabalhar (pelo menos não nessa faculdade), eu posso estudar algo que eu ache interessante, simplesmente pelo fato de ser interessante. Agora, tantas coisas são interessantes... Meu, não tem jeito, eu serei eternamente uma pessoa indecisa!

terça-feira, 13 de junho de 2006

Vamos todos juntos!

Começou o maior espetáculo da Terra... ops, acho que isso é coisa de circo. Mas tudo bem, começou o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo. O Brasil começou com o pé esquerdo - o de Kaká, que marcou o único gol da vitória contra os croatas, e não foi muito bem, na minha opinião. O que me deixa muito preocupada em relação aos jogos seguintes. A gente ganhou da Croácia, que eu achei que seria o adversário mais difícil do grupo, mas foi só o primeiro jogo. O Japão sofreu uma derrota inacreditável contra a Austrália... justo quando eu estava torcendo! Vai que eles vêm com toda a força pra cima do Brasil... Afinal, o Japão não tem sido adversário fácil pra seleção nesses últimos anos, né?

E blá, blá, blá. Quem se importa com as minhas opiniões sobre futebol? Se bem que esse é o meu blog e eu escrevo o que eu quiser. Mas a verdade é que o mais importante de tudo isso é a festa, a identificação com os outros brasileiros que vc nem conhece, o orgulho de vestir as cores do Brasil e mostrar pra todo mundo que vc é brasileiro! Se bem que aqui no Japão, com esse monte de artigos verde-e-amarelo que as grandes marcas esportivas lançaram e que estão por toda a parte, desfilar as cores da bandeira não é privilégio dos brazucas. Ah, mas para não deixar dúvidas, eu pintei as unhas de verde, azul e amarelo e também estou usando umas presilhas de cabelo verdes e amarelas.

Uma das poucas aulas que eu tenho esse semestre é sobre o futebol como "cultura que ultrapassa barreiras" sociais, culturais e econômicas. É interessante e, apesar de parecer picaretagem falar sobre futebol na faculdade, a matéria é bem fundamentada. O professor é uma figura: fã do futebol britânico, usa jeans rasgados e óculos iguais aos do Elvis Costello. Nas primeiras aulas ele sempre trazia alguma música pra tocar no começo ou no fim, sempre relacionadas com futebol. Uma vez ele trouxe "Mas que Nada", do Sérgio Mendes com o Black Eyed Peas, que tá tocando naquele comercial da Nike onde os brasileiros aparecem batendo uma bola no vestiário. Eu não conhecia, mas adorei. Ele vem pro Japão em setembro, e os ingressos custam quase 200 reais...

Adoro esse clima de copa! Só espero que o Brasil vá até a final, se não não tem graça. O professor dessa aula que eu falei já disse pra todo mundo torcer pra outro time, porque o Japão não quer saber de ganhar, pra eles tá bom ficar passando a bola... hahahaha! Mas pra eu torcer pra outro time que não o Brasil... difícil, hein?

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Café comemorativo - 100 anos de imigração

Em vista do aniversário de 100 anos da imigração japonesa em 2008, as cidades brasileiras onde se concentram um grande número de nikkeis já estão realizando - ou ao menos planejando - eventos comemorativos. Aqui no Japão, no entanto, as pessoas parecem conhecer o Brasil mais pelo futebol e pela imigração inversa de dekasseguis do que pelos milhares de imigrantes que atravessaram o planeta para trabalhar no Brasil, e que criaram a maior comunidade nipônica do mundo fora do arquipélago japonês.
Com certeza aqui também serão realizados eventos comemorativos, já que o Japão preza a diplomacia e adora cerimônias de todo tipo, mas isso eu não sei em detalhes. O que me chamou a atenção nesses últimos dias foi um certo comercial de café em latinha. Cafés em latinha - e em qualquer recipiente, diga-se de passagem - são consumidos com fervor aqui no Japão. O que seria deles sem a famosa rede americana de coffee shops "Starbucks"? Até eu, que no Brasil nem tomo café, rendi-me ao Café Moccha gelado acompanhado de blueberry scones, observando os transeuntes pelas enormes janelas de vidro ao som de uma bossa nova...
Mas, enfim, o comercial. Todo em preto em branco, para caracterizar o café que "levou 100 anos para ficar pronto", e também uma referência ao nome do produto: Black - 100 anos. Ao fundo, uma música cativante embalada por violinos; na tela, uma série de cenas outdoor (incluindo um navio e plantações de café), cada uma com uma legenda do tipo "100 anos olhando as estrelas" ou "100 anos de sonhos" etc., encerrando com a latinha de café em cima de uma legenda que diz: 100% de grãos produzidos em fazendas nikkeis do Brasil.
Uma ótima oportunidade comercial foi o que a Asahi (fabricante) encontrou. Não se pode negar que o comercial foi muito bem feito (diferentemente da média japonesa)
, tendo um apelo quase emocional e despertando a curiosidade dos amantes de café, assim como dos ignorantes sobre a imigração japonesa ao Brasil.
Infelizmente eu estou tecnicamente impossibilitada de colocar fotos neste blog, mas para os que queiram ver a cara da latinha e um clip em flash, acessem o site (em japonês) do fabricante (Asahi). No site eles contam um pouco da história dos imigrantes em fazendas de café, e dizem também de onde vêm os grãos usados no produto: da região do cerrado mineiro.
Ah, eu ainda não experimentei, mas vou experimentar esse tal café assim que encontrá-lo. Olha só como funcionou esse comercial... lá se vão uns 130 ienes do meu bolso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Ano Novo

Feliz ano novo!
O Oscar foi embora hoje. Agora a casa esta vazia, fria, triste... que drama.
O Natal e o ano novo foram aqui em casa mesmo. Não ia fazer muita diferença sair para comemorar, já que os japoneses não comemoram nenhuma dessas datas da maneira que nós comemoramos.
A história da neve foi o seguinte: no último dia de aula, 22 de dezembro, nevou como eu nunca havia visto aqui em Kobe. Já havia visto em Sendai, que é no norte, mas não aqui, onde quase não neva. Obviamente, ninguém esperava tanta neve, ou todo mundo subestimou a previsão de neve, porque naquele dia os ônibus pararam de funcionar antes das 9 da manhã, o que significou pegar um trem e andar 40 minutos até a faculdade, em vez de pegar 2 ônibus com eu fazia todos os dias. Andar no frio não seria tanto problema se eu tivesse levado um guarda-chuva para me proteger da neve, mas era muita neve caindo no rosto e acumulando em cima da cabeça para continuar, então eu tive que ir numa loja de conveniência e comprar um guarda-chuva, o que eu demorei a fazer por ser mão-de-vaca e ficar procurando um lugar mais barato. Não teve jeito, desembolsei os 12 reais e usei o guarda-chuva por 20 minutos naquele dia.
Pensei que os japoneses pensassem em tudo, fossem prevenidos e tal, mas nesse dia eu vi que não. Os ônibus não tinham correntes para pôr nos pneus em caso de neve, por isso tiveram que parar, já que era perigoso dirigir nas ruas cobertas de neve. O engraçado é que à noite, quando eu voltava para casa depois de ter ido à faculdade mas não ter tido nenhuma aula por causa sa neve, tinha um ônibus com correntes preparado para subir a montanha onde fica meu prédio. Já nem se via neve nas ruas... Sei lá, né, vai ver que era para não dizer que não fizeram nada.

Essas 2 semanas de férias foram inúteis. Ótimas, mas inúteis, no sentido de que eu não fiz absolutamente nada dos trabalhos que tenho que entregar essa quarta e quinta. Desculpa, mãe, mas não deu. A única coisa que mudou foi a casa, que já está mobiliada e equipada. Chegou a lavadora, a TV, comprei a cadeira do computador e minha amiga me deu um kotatsu (uma mesa de sala com aquecedor acoplado). Mas ainda não tirei fotos e isso ainda vai demorar pelo menos uma semana. Desculpem.

É isso aí. Espero que vocês tenham feito suas resoluções de ano novo, e que as cumpram! Eu não fiz nenhuma, ainda. Mas vou pensar e depois eu conto.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Já mudei

Há quanto tempo, hein. Pelo menos dessa vez eu tenho muitas novidades. Nao fiquei tanto tempo desconectada por nada.
Primeiro: me mudei! Trouxe as coisas pro ape no dia 3 de dezembro, mas me mudei definitivamente no dia 5. Para trazer as coisas, uma viagem de mini-van (tipo Towner) foi suficiente, o que eu achei um milagre, porque eu fiquei realmente impressionada com a quantidade de coisas que eu consegui juntar. Ainda bem que daqui eu só saio para voltar pro Brasil, o que significa que não terei que mudar o sofa, a escrivaninha, panelas etc. Ah, não, não, todos esses móveis eu comprei depois da mudança. Maagina que isso tudo ia caber numa Towner! É que no dormitório havia todos os móveis necessários, eu não tive que comprar nada enquanto morei lá. Para compensar o fato de a mudança grande ter levado uma viagem só, no dia 5, quando eu tinha que sair do dormitório, eu percebi quantas coisas eu tinha deixado no quarto... Sabe como é, uma coisa aqui, outra ali, e quando você vê, encheu uma mala, 3 sacolas... Eu tive que fazer 2 viagens para levar tudo. É mole?
Bom, de casa nova, móveis novos, mas ainda tá tudo uma bagunça. Eu não tive muito tempo para arrumar, é verdade, mas é verdade também que dá a maior preguiça nesse frio! E eu não sei nem por onde começar a me desfazer dessas caixas de papelão enormes... Mas o Oscar chega amanhã e eu vou colocá-lo para me ajudar na arrumação.
Amanhã é véspera de Natal e, adivinhem, eu vou ter que cozinhar! Aqui não tem peru, não tem pernil, não se vende frango inteiro, o panettone que meus pais me mandaram ainda não chegou, eu não comprei nenhum ingrediente... será que é melhor pedir pizza?! Hahaahah, até parece... se bem que eu passei a véspera de Natal do ano passado com curry de Bangladesh. É soda viver num país sem Natal nem reveillon, né?
Hoje eu fui à churrascaria brasileira para almoçar com os brasileiros. A carne tava boa, acho que comi a minha cota do mês, heheh. Foi bom falar umas besteiras em português, mas acho que alguns de nós já estão virando meio ajaponesados. Eu, inclusive. Oh, my gosh...
Ontem nevou pra caramba! Mas essa eu conto depois.
FELIZ NATAL!!
Beijos a todos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

De mudanca

Jah encontrei um apto, e esta quase td certo pra minha mudanca. Mas ultimamente eu tenho estado muito ocupada pra pensar nos detalhes. Na verdade eu queria jah ter me mudado, mas aqui no Japao tb tem burocracia, e vcs podem imaginar o que eh burocracia em japones (talvez nao tao mal como japones em braile).
Mas, ao que interessa: o novo apto. Que nao eh nada novo, mas eh grande e barato. Mais barato que o quarto do alojamento em que eu moro, e tem 2 quartinhos, sala/cozinha, banheiro, banheira e chuveiro. Decimo andar, o ultimo.
Agora, os pontos fracos: eh longe da estacao de trem, bem no topo da montanha. Um trecho do caminho parece a subida da serra, mas tudo bem. Eu pretendo comprar uma scooter. Hahah... eu, que nao sei nem andar direito de bicicleta, e que sempre disse que achava motos muito perigosas. Vai ver que eh porque em Sao Paulo eh perigoso mesmo. Mas eu vou tentar, eh o unico jeito. Assim nao preciso depender de horarios de onibus e trens, e chego mais rapido. O problema serao os dias chuvosos... e frios...
Vou me mudar em dezembro, assim que acabar a maratona de seminarios e trabalhos, e a prova de proficiencia de japones. Pois eh, eu vou prestar a Fuvest da lingua japonesa, sem ter estudado o suficiente, na cara e na coragem. Se nao der, tem o ano que vem (e mais 60 dolares, ai...).
Qdo o apto estiver mobiliado, isto eh, sofa e TV, hahah, eu mando umas fotos.

Beijos a todos, mandem noticias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Ilka Mina




Um nome como o meu não é nada comum no Brasil. Mina, no meu caso, é um nome japonês. Mas também existe em muitos outros países, especialmente na Ásia. No Irã, é o nome de uma flor e, assim como "Rosa", também é usado como nome feminino. A origem de Ilka, no entanto, foi uma incógnita durante a maior parte da minha vida, já que a minha mãe havia escolhido meu nome não pelo significado, mas simplesmente porque ouviu falar de uma Ilka, amiga de uma parente, e gostou do nome.
Finalmente, quando estava no colegial, resolvi procurar meu nome em alguns dicionários e na internet. Achei duas (supostas) origens pro nome: a primeira é eslávica, e siginifica "batalhadora". A segunda é que Ilka é o apelido húngaro para Helen, que, por sua vez, tem origem grega e siginifica "luz".

Outras coisas que descobri, utilizando o velho e bom Google, foram que Ilka Chase foi uma atriz americana dos anos 50 que participou do original "Ocean's Eleven", que a maioria das Ilkas que têm um website são artistas, e que existem muitas Ilkas na Alemanha, que, por sinal, não é um país eslávico. E, como vcs podem ver na foto acima, que eu achei num site belga, Ilka também é ou costumava ser nome de lâmina de barbear. Agora, uma coisa que minha mãe descobriu, utilizando a ferramenta de busca do Orkut para me encontrar, foi que existe uma Mina Ilka, e ela é iraniana.

Aqui no Japão, todo mundo me chama de Mina, até alguns brasileiros. Mas na escola onde eu trabalho, que é uma escola americana, todo o staff é chamado pelo primeiro nome. Agora imaginem aqueles english-speakers tentando falar Ilka (algo como ill-ka)... HAHAH Todos, sem exceção, se enroscam, aí eu tenho que pedir para que me chamem de Mina, please. Já perdi a conta de quantas vezes eu tive que dizer "Mina é meu nome do meio, Ilka é meu primeiro nome, mas Mina é mais fácil de pronunciar" ou então "não tenho certeza, mas acho que Ilka vem de algum lugar do norte da Europa" (era leste, mas tudo bem). E mesmo com esse nome, a maioria nem imagina que eu não sou japonesa...

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Liberdade

O professor disse: "escolha um dos assuntos abordados durante o semestre, faça um resumo e e dê sua opinião". E uma aluna sentada atrás de mim pergunta o que todos estavam querendo saber: "quantos caracteres, professor?" E o professor responde, com um sorriso malicioso: "quantos você quiser, aí também vai depender de quanto tempo livre você vai ter para escrever". Se, para alguns, ouvir essa resposta foi um alívio, tenho certeza de que para muitos -incluindo eu- só causou insegurança em relação a que critérios o professor irá utilizar para avaliar o trabalho. Esse tipo de liberdade eu dispenso.
Não sei lidar com ela, a liberdade. Semana que vem tenho 4 provas importantes que requerem muito estudo. Como não teria aulas nem provas essa semana, teria todo o tempo livre para estudar. Livre para estudar? Será que eu posso chamar de livre o tempo que eu devo usar para cumprir uma obrigação? Provavelmente não, porque o que eu acabei fazendo foram outras coisas que não estudar. Pensei muito no futuro, fiz (mais) planos, coloquei o carro na frente dos bois. E esqueci das provas, do futuro mais próximo. Adianta fazer mil planos se não se consegue nem passar nas provas da faculdade?
E veja o que eu estou fazendo agora: escrevendo no blog.
Essa ausência de controle externo faz muito mal a uma pessoa como eu, que não tem auto-controle. Se não tenho aulas de manhã, durmo tarde e acordo tarde. Se não tenho tarefas à tarde, almoço tarde. Se a prova não é amanhã... dá até vergonha de escrever com todas as letras o que todos já sabem.
Agora eu entendo porque meus pais (e quase todo mundo na família) quase nunca tiram férias de verdade, embora estejam sempre querendo uma folguinha. Seria liberdade demais! O que eu estou falando? Eu adoro férias! O que me assusta é ter mais tempo para ser perdido. Se você tem um dever a ser cumprido, uma meta a ser alcançada num curto espaço de tempo, a linha de chegada é visível. Mas se o caminho é muito longo, não dá pra ver o fim e você fica com aquela ilusão de que ainda falta muito para chegar. E chega quando você menos espera.

E chega!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Bush... sempre foi assim

Na tv japonesa há um programa de conhecimentos inúteis chamado Trivia. Eles averiguam fatos misteriosos, incríveis, inéditos, ou boatos enviados por telespectadores. Dessa vez, uma das "trivias" enviadas foi: "No álbum de formatura de George W. Bush há uma foto em que ele aparece dando um soco na cara do adversário numa partida de rugby".
A tv japonesa entrevistou um dos colegas de turma do Bush, que mostrou o álbum. Lá estava: Bush dando um mata-leão no adversário que estava com a bola e claramente enfiando um punho fechado no meio da cara do pobre coitado (quisera eu que esse aí fosse hoje da oposição). De quebra, a legenda descrevia a ação como "um movimento claramente ilegal". E o mais legal foi o depoimento desse colega de turma. Ele disse que essa sempre foi uma característica do Bush: conseguir o que ele queria, não importasse se ele estava quebrando as regras. Ao ser questionado se Bush era bom em rugby, ele disse que não. Bom nos estudos, também não. Afinal, no que ele era bom? Bom, ele se dedicava muito a um certo "clube social de homens", leia-se: balada e bebedeira... Hohoho

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Nada alegre

Minha varandaaa....toda CAGADA!!! Malditas pombas! Pragas urbanas que se alojaram em cima do.. coiso do ar condicionado só para defecar! (Desculpe se vc ia almoçar agora, mas eu tb vou)
E agora? O que eu vou fazer pra não deixar que elas voltem de novo? Bom, na verdade essa é a parte mais fácil. O duro vai ser LIMPAR toda aquela miércoles... AAAAAAAHHHHH!!!

Eu só espero que o jogo contra a Argentina também não termine em miércoles...

Alegria, Alegria

Ô, alegria de ver o Brasil ganhar!! Tudo bem que justo contra o Japão foi aquele empatezinho (sorriso amarelo...), mas a vitória contra o Japão no vôlei feminino foi demais! Eu cheguei em casa bem na hora em que tava 14 a 12 pro Japão no tie-break. Deu mó vontade de gritar! Mas é meio chato gritar sozinha que nem uma louca...

Sábado à noite eu fui à casa de uma amiga (que estuda português e trabalha comigo na escola) e nós cozinhamos moqueca de peixe e manjar branco. Hum... gostinho de casa. Foram alguns brasileiros e alguns japoneses. Depois do jantar a amiga da mãe da minha amiga (!) apareceu por lá com seu shamisen (espécie de guitarra japonesa de três cordas) e deu um showzinho particular pra gente, além de um workshop!

Domingo teve a festa junina aqui em Kobe. Deu pra comer pastel, paçoca, pudim de leite, tomar guaraná, mas infelizmente o bolo de fubá acabou rápido. Dancei quadrilha (incrível como essa praga da quadrilha me persegue desde criança) e forró (finalmente alguém me ensinou uns passinhos!).

A segunda alegria não é brasileira e se escreve com A maiúsculo. Alegria é um dos touring shows
do Cirque Du Soleil, que está em Osaka até setembro. Sim! E eu vou no próximo domingo! Espero que eu consiga ver alguma coisa, porque com os reços que eles cobram, só deu pra comprar o mais barato, i.e. O PIOR lugar. Mas não importa, o importante é ver ao vivo. Não dava pra perder uma oportunidade dessas, já que eu não sei se jamais irei ao Canadá...

O verão de Kobe é como uma sauna a céu aberto.
Com ar condicionado é frio (e caro), mas sem AC não dá.
As provas estão chegando e, como sempre, eu tenho maus pressentimentos.
Mas depois das provas vêm as férias e eu vou aproveitar moooitooo.
Vou-me já que é 1 hora.

Muitos beijos a todos

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Ônibus

Os ônibus japoneses funcionam, e muito bem. Em cada ponto de ônibus há uma tabela com o horário, e os ônibus geralmente são pontuais. Em Kobe, o preço da passagem é único, 200 ienes. Mas em muitos lugares, dependendo também da empresa que administra os ônibus, o preço varia de acordo com a distância. Para saber quanto você tem que pagar, é só olhar no painel digital dentro do ônibus o valor correspondente ao número do ponto em que você pegou o ônibus. O número está escrito num papelzinho que sai de uma máquina na porta de entrada cada vez que alguém entra no ônibus. Se você tiver um cartão magnético (como o telefônico), não precisa se preocupar com as moedinhas. Só é preciso inserir o cartão numa outra máquina que fica na porta de entrada, e inseri-lo novamente numa máquina na saída. Ah, e o saldo é impresso no verso do cartão cada vez que você usa. Com os trens também é assim.
Não há cobrador. E o motorista também não lida com dinheiro. Você tem que colocar o valor exato dentro da máquina, ou, dependendo da empresa, é possível receber troco, desde que seja menos que 100 ienes. Mas, e se você não tiver trocado?! Claro, claro, aí você coloca a moeda de 500 ienes ou a nota de 1000 ienes (não maior que isso) na máquina para trocar por moedas menores.

Yes, yes, yes!! Achei uma página com fotos ilustrando tudo isso que eu acabei de falar. Espero que vcs possam abrir, pq é em japonês. Aqui está: http://www.ne.jp/asahi/jim/a/busbus.htm
E, de quebra, eles mostram um novo sistema... Perae, em São Paulo já não é mais novo! O cartão eletrônico! Aquele que vc só encosta no sensor e pronto! Tem também a foto do botão que a gente aperta pra descer. Agora, uma coisa que eu nunca tinha visto: tem guarda-chuvas à venda dentro do ônibus!! E nem são baratos... 500 ienes!

Mas, o que não funciona, pelo menos aqui em Kobe, são os passageiros. Pois é. Não sei se eu já mencionei, mas os passageiros não têm muito bom senso. Eles não se apertam o suficiente para deixar que mais pessoas entrem no ônibus. Apesar de haver sempre muitos idosos, poucos são os jovens que cedem seu lugar se eles não estiverem sentados em assentos preferenciais, como se pensassem "ah, que pena que nao ha assentos preferenciais suficientes...". Mesmo com o ônibus cheio, sabendo que vai levar mais tempo pra chegar até a porta da frente (saída), tem gente que fica sentado até o último minuto, e depois fica gritando pro motorista esperar, e todo mundo tem que esperar. Mais o que me deixa mais nervosa é que eles não pedem licença, não dizem absolutamente nada quando estão sentados na janela e querem sair. Eles arrumam suas trouxinhas, ficam naquela posição de quem vai sair, e finalmente olham pra sua cara se vc ainda não pegou a mensagem. Acho que qulaquer dia eu vou fingir que não tô nem aí só pra ver até quando eles esperam... hohoho, como eu sou cruel! Nada! Somente uma pesquisa no campo da psicologia social (é essa a palavra?), heheheeh.

Beijos =)

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Orkuteando

ORKUT. Parece que todo mundo (pelo menos os brasileiros que têm internet) está lá. Como EU entrei? Acho que foi a Érica que me convidou. Primeiro foi o pessoal da ECA, depois do Objetivo que foi aumentando a minha lista. Alguns primos, amigos de infancia... Toda vez que alguém que eu não via havia muito tempo me adicionava, era uma surpresa tão boa!
Muitas pessoas criticam. Durante um bom tempo rolaram até uns boatos de que o Orkut era uma ferramenta de espionagem americana para rastrear nossas informações pessoais (era assim?) e blablablá. Também me lembro de uma história (essa acho que foi um caso real) de que haviam sequestrado uma garota que morava no Alphaville com a ajuda das informações encontradas no Orkut.
Com certeza, todo mundo deveria tomar o máximo de cuidado com o que faz usando a internet e isso não quer dzer somente o Orkut. Mas eu só comecei a falar de Orkut pra contar algo que aconteceu comigo e, consequentemente, com "N pessoas" conectadas a mim através de N' outras pessoas.

Estava escrevendo no scrapbook de uma amiga e vi um recado deixado por uma pessoa que eu conhecia, que havia estudado no mesmo colégio que eu e essa minha amiga. O recado era sobre a missa de falecimento de uma certa pessoa, indicada só pelo primeiro nome. Como naquele colégio havia algumas pessoas com esse mesmo nome, eu imaginei que pudesse ser uma delas. Sem pensar muito, resolvi visitar a página de uma das delas, embora não pudesse imaginar como isso me ajudaria a descobrir. A verdade é que eu descobri. Descobri que justamente essa pessoa, um rapaz que havia estudado comigo também, era quem havia morrido. Como eu descobri?
No scrapbook dele havia dezenas de recados expressando o quanto essas pessoas sentiam saudades dele e como ele fazia falta. Poderia não significar nada, afinal, todo mundo escreve mensagens de saudades pros amigos... Mas a primeira mensagem, ali, no topo da página, vinha dele mesmo. E estava assinada pela mãe.

Não há moral nessa história, se alguém está esperando por uma. É só algo que eu jamais pensei que fosse acontecer comigo através do Orkut...

segunda-feira, 23 de maio de 2005