Na tv japonesa há um programa de conhecimentos inúteis chamado Trivia. Eles averiguam fatos misteriosos, incríveis, inéditos, ou boatos enviados por telespectadores. Dessa vez, uma das "trivias" enviadas foi: "No álbum de formatura de George W. Bush há uma foto em que ele aparece dando um soco na cara do adversário numa partida de rugby".
A tv japonesa entrevistou um dos colegas de turma do Bush, que mostrou o álbum. Lá estava: Bush dando um mata-leão no adversário que estava com a bola e claramente enfiando um punho fechado no meio da cara do pobre coitado (quisera eu que esse aí fosse hoje da oposição). De quebra, a legenda descrevia a ação como "um movimento claramente ilegal". E o mais legal foi o depoimento desse colega de turma. Ele disse que essa sempre foi uma característica do Bush: conseguir o que ele queria, não importasse se ele estava quebrando as regras. Ao ser questionado se Bush era bom em rugby, ele disse que não. Bom nos estudos, também não. Afinal, no que ele era bom? Bom, ele se dedicava muito a um certo "clube social de homens", leia-se: balada e bebedeira... Hohoho
Japa no Brasil, Gaijin no Nihon, com pretensões de global citizen, mas uma típica paulistana?
quarta-feira, 29 de junho de 2005
segunda-feira, 27 de junho de 2005
Nada alegre
Minha varandaaa....toda CAGADA!!! Malditas pombas! Pragas urbanas que se alojaram em cima do.. coiso do ar condicionado só para defecar! (Desculpe se vc ia almoçar agora, mas eu tb vou)
E agora? O que eu vou fazer pra não deixar que elas voltem de novo? Bom, na verdade essa é a parte mais fácil. O duro vai ser LIMPAR toda aquela miércoles... AAAAAAAHHHHH!!!
Eu só espero que o jogo contra a Argentina também não termine em miércoles...
E agora? O que eu vou fazer pra não deixar que elas voltem de novo? Bom, na verdade essa é a parte mais fácil. O duro vai ser LIMPAR toda aquela miércoles... AAAAAAAHHHHH!!!
Eu só espero que o jogo contra a Argentina também não termine em miércoles...
Alegria, Alegria
Ô, alegria de ver o Brasil ganhar!! Tudo bem que justo contra o Japão foi aquele empatezinho (sorriso amarelo...), mas a vitória contra o Japão no vôlei feminino foi demais! Eu cheguei em casa bem na hora em que tava 14 a 12 pro Japão no tie-break. Deu mó vontade de gritar! Mas é meio chato gritar sozinha que nem uma louca...
Sábado à noite eu fui à casa de uma amiga (que estuda português e trabalha comigo na escola) e nós cozinhamos moqueca de peixe e manjar branco. Hum... gostinho de casa. Foram alguns brasileiros e alguns japoneses. Depois do jantar a amiga da mãe da minha amiga (!) apareceu por lá com seu shamisen (espécie de guitarra japonesa de três cordas) e deu um showzinho particular pra gente, além de um workshop!
Domingo teve a festa junina aqui em Kobe. Deu pra comer pastel, paçoca, pudim de leite, tomar guaraná, mas infelizmente o bolo de fubá acabou rápido. Dancei quadrilha (incrível como essa praga da quadrilha me persegue desde criança) e forró (finalmente alguém me ensinou uns passinhos!).
A segunda alegria não é brasileira e se escreve com A maiúsculo. Alegria é um dos touring shows
do Cirque Du Soleil, que está em Osaka até setembro. Sim! E eu vou no próximo domingo! Espero que eu consiga ver alguma coisa, porque com os reços que eles cobram, só deu pra comprar o mais barato, i.e. O PIOR lugar. Mas não importa, o importante é ver ao vivo. Não dava pra perder uma oportunidade dessas, já que eu não sei se jamais irei ao Canadá...
O verão de Kobe é como uma sauna a céu aberto.
Com ar condicionado é frio (e caro), mas sem AC não dá.
As provas estão chegando e, como sempre, eu tenho maus pressentimentos.
Mas depois das provas vêm as férias e eu vou aproveitar moooitooo.
Vou-me já que é 1 hora.
Muitos beijos a todos
Sábado à noite eu fui à casa de uma amiga (que estuda português e trabalha comigo na escola) e nós cozinhamos moqueca de peixe e manjar branco. Hum... gostinho de casa. Foram alguns brasileiros e alguns japoneses. Depois do jantar a amiga da mãe da minha amiga (!) apareceu por lá com seu shamisen (espécie de guitarra japonesa de três cordas) e deu um showzinho particular pra gente, além de um workshop!
Domingo teve a festa junina aqui em Kobe. Deu pra comer pastel, paçoca, pudim de leite, tomar guaraná, mas infelizmente o bolo de fubá acabou rápido. Dancei quadrilha (incrível como essa praga da quadrilha me persegue desde criança) e forró (finalmente alguém me ensinou uns passinhos!).
A segunda alegria não é brasileira e se escreve com A maiúsculo. Alegria é um dos touring shows
do Cirque Du Soleil, que está em Osaka até setembro. Sim! E eu vou no próximo domingo! Espero que eu consiga ver alguma coisa, porque com os reços que eles cobram, só deu pra comprar o mais barato, i.e. O PIOR lugar. Mas não importa, o importante é ver ao vivo. Não dava pra perder uma oportunidade dessas, já que eu não sei se jamais irei ao Canadá...
O verão de Kobe é como uma sauna a céu aberto.
Com ar condicionado é frio (e caro), mas sem AC não dá.
As provas estão chegando e, como sempre, eu tenho maus pressentimentos.
Mas depois das provas vêm as férias e eu vou aproveitar moooitooo.
Vou-me já que é 1 hora.
Muitos beijos a todos
quarta-feira, 15 de junho de 2005
Ônibus
Os ônibus japoneses funcionam, e muito bem. Em cada ponto de ônibus há uma tabela com o horário, e os ônibus geralmente são pontuais. Em Kobe, o preço da passagem é único, 200 ienes. Mas em muitos lugares, dependendo também da empresa que administra os ônibus, o preço varia de acordo com a distância. Para saber quanto você tem que pagar, é só olhar no painel digital dentro do ônibus o valor correspondente ao número do ponto em que você pegou o ônibus. O número está escrito num papelzinho que sai de uma máquina na porta de entrada cada vez que alguém entra no ônibus. Se você tiver um cartão magnético (como o telefônico), não precisa se preocupar com as moedinhas. Só é preciso inserir o cartão numa outra máquina que fica na porta de entrada, e inseri-lo novamente numa máquina na saída. Ah, e o saldo é impresso no verso do cartão cada vez que você usa. Com os trens também é assim.
Não há cobrador. E o motorista também não lida com dinheiro. Você tem que colocar o valor exato dentro da máquina, ou, dependendo da empresa, é possível receber troco, desde que seja menos que 100 ienes. Mas, e se você não tiver trocado?! Claro, claro, aí você coloca a moeda de 500 ienes ou a nota de 1000 ienes (não maior que isso) na máquina para trocar por moedas menores.
Yes, yes, yes!! Achei uma página com fotos ilustrando tudo isso que eu acabei de falar. Espero que vcs possam abrir, pq é em japonês. Aqui está: http://www.ne.jp/asahi/jim/a/busbus.htm
E, de quebra, eles mostram um novo sistema... Perae, em São Paulo já não é mais novo! O cartão eletrônico! Aquele que vc só encosta no sensor e pronto! Tem também a foto do botão que a gente aperta pra descer. Agora, uma coisa que eu nunca tinha visto: tem guarda-chuvas à venda dentro do ônibus!! E nem são baratos... 500 ienes!
Mas, o que não funciona, pelo menos aqui em Kobe, são os passageiros. Pois é. Não sei se eu já mencionei, mas os passageiros não têm muito bom senso. Eles não se apertam o suficiente para deixar que mais pessoas entrem no ônibus. Apesar de haver sempre muitos idosos, poucos são os jovens que cedem seu lugar se eles não estiverem sentados em assentos preferenciais, como se pensassem "ah, que pena que nao ha assentos preferenciais suficientes...". Mesmo com o ônibus cheio, sabendo que vai levar mais tempo pra chegar até a porta da frente (saída), tem gente que fica sentado até o último minuto, e depois fica gritando pro motorista esperar, e todo mundo tem que esperar. Mais o que me deixa mais nervosa é que eles não pedem licença, não dizem absolutamente nada quando estão sentados na janela e querem sair. Eles arrumam suas trouxinhas, ficam naquela posição de quem vai sair, e finalmente olham pra sua cara se vc ainda não pegou a mensagem. Acho que qulaquer dia eu vou fingir que não tô nem aí só pra ver até quando eles esperam... hohoho, como eu sou cruel! Nada! Somente uma pesquisa no campo da psicologia social (é essa a palavra?), heheheeh.
Beijos =)
Não há cobrador. E o motorista também não lida com dinheiro. Você tem que colocar o valor exato dentro da máquina, ou, dependendo da empresa, é possível receber troco, desde que seja menos que 100 ienes. Mas, e se você não tiver trocado?! Claro, claro, aí você coloca a moeda de 500 ienes ou a nota de 1000 ienes (não maior que isso) na máquina para trocar por moedas menores.
Yes, yes, yes!! Achei uma página com fotos ilustrando tudo isso que eu acabei de falar. Espero que vcs possam abrir, pq é em japonês. Aqui está: http://www.ne.jp/asahi/jim/a/busbus.htm
E, de quebra, eles mostram um novo sistema... Perae, em São Paulo já não é mais novo! O cartão eletrônico! Aquele que vc só encosta no sensor e pronto! Tem também a foto do botão que a gente aperta pra descer. Agora, uma coisa que eu nunca tinha visto: tem guarda-chuvas à venda dentro do ônibus!! E nem são baratos... 500 ienes!
Mas, o que não funciona, pelo menos aqui em Kobe, são os passageiros. Pois é. Não sei se eu já mencionei, mas os passageiros não têm muito bom senso. Eles não se apertam o suficiente para deixar que mais pessoas entrem no ônibus. Apesar de haver sempre muitos idosos, poucos são os jovens que cedem seu lugar se eles não estiverem sentados em assentos preferenciais, como se pensassem "ah, que pena que nao ha assentos preferenciais suficientes...". Mesmo com o ônibus cheio, sabendo que vai levar mais tempo pra chegar até a porta da frente (saída), tem gente que fica sentado até o último minuto, e depois fica gritando pro motorista esperar, e todo mundo tem que esperar. Mais o que me deixa mais nervosa é que eles não pedem licença, não dizem absolutamente nada quando estão sentados na janela e querem sair. Eles arrumam suas trouxinhas, ficam naquela posição de quem vai sair, e finalmente olham pra sua cara se vc ainda não pegou a mensagem. Acho que qulaquer dia eu vou fingir que não tô nem aí só pra ver até quando eles esperam... hohoho, como eu sou cruel! Nada! Somente uma pesquisa no campo da psicologia social (é essa a palavra?), heheheeh.
Beijos =)
quarta-feira, 25 de maio de 2005
Orkuteando
ORKUT. Parece que todo mundo (pelo menos os brasileiros que têm internet) está lá. Como EU entrei? Acho que foi a Érica que me convidou. Primeiro foi o pessoal da ECA, depois do Objetivo que foi aumentando a minha lista. Alguns primos, amigos de infancia... Toda vez que alguém que eu não via havia muito tempo me adicionava, era uma surpresa tão boa!
Muitas pessoas criticam. Durante um bom tempo rolaram até uns boatos de que o Orkut era uma ferramenta de espionagem americana para rastrear nossas informações pessoais (era assim?) e blablablá. Também me lembro de uma história (essa acho que foi um caso real) de que haviam sequestrado uma garota que morava no Alphaville com a ajuda das informações encontradas no Orkut.
Com certeza, todo mundo deveria tomar o máximo de cuidado com o que faz usando a internet e isso não quer dzer somente o Orkut. Mas eu só comecei a falar de Orkut pra contar algo que aconteceu comigo e, consequentemente, com "N pessoas" conectadas a mim através de N' outras pessoas.
Estava escrevendo no scrapbook de uma amiga e vi um recado deixado por uma pessoa que eu conhecia, que havia estudado no mesmo colégio que eu e essa minha amiga. O recado era sobre a missa de falecimento de uma certa pessoa, indicada só pelo primeiro nome. Como naquele colégio havia algumas pessoas com esse mesmo nome, eu imaginei que pudesse ser uma delas. Sem pensar muito, resolvi visitar a página de uma das delas, embora não pudesse imaginar como isso me ajudaria a descobrir. A verdade é que eu descobri. Descobri que justamente essa pessoa, um rapaz que havia estudado comigo também, era quem havia morrido. Como eu descobri?
No scrapbook dele havia dezenas de recados expressando o quanto essas pessoas sentiam saudades dele e como ele fazia falta. Poderia não significar nada, afinal, todo mundo escreve mensagens de saudades pros amigos... Mas a primeira mensagem, ali, no topo da página, vinha dele mesmo. E estava assinada pela mãe.
Não há moral nessa história, se alguém está esperando por uma. É só algo que eu jamais pensei que fosse acontecer comigo através do Orkut...
Muitas pessoas criticam. Durante um bom tempo rolaram até uns boatos de que o Orkut era uma ferramenta de espionagem americana para rastrear nossas informações pessoais (era assim?) e blablablá. Também me lembro de uma história (essa acho que foi um caso real) de que haviam sequestrado uma garota que morava no Alphaville com a ajuda das informações encontradas no Orkut.
Com certeza, todo mundo deveria tomar o máximo de cuidado com o que faz usando a internet e isso não quer dzer somente o Orkut. Mas eu só comecei a falar de Orkut pra contar algo que aconteceu comigo e, consequentemente, com "N pessoas" conectadas a mim através de N' outras pessoas.
Estava escrevendo no scrapbook de uma amiga e vi um recado deixado por uma pessoa que eu conhecia, que havia estudado no mesmo colégio que eu e essa minha amiga. O recado era sobre a missa de falecimento de uma certa pessoa, indicada só pelo primeiro nome. Como naquele colégio havia algumas pessoas com esse mesmo nome, eu imaginei que pudesse ser uma delas. Sem pensar muito, resolvi visitar a página de uma das delas, embora não pudesse imaginar como isso me ajudaria a descobrir. A verdade é que eu descobri. Descobri que justamente essa pessoa, um rapaz que havia estudado comigo também, era quem havia morrido. Como eu descobri?
No scrapbook dele havia dezenas de recados expressando o quanto essas pessoas sentiam saudades dele e como ele fazia falta. Poderia não significar nada, afinal, todo mundo escreve mensagens de saudades pros amigos... Mas a primeira mensagem, ali, no topo da página, vinha dele mesmo. E estava assinada pela mãe.
Não há moral nessa história, se alguém está esperando por uma. É só algo que eu jamais pensei que fosse acontecer comigo através do Orkut...
segunda-feira, 23 de maio de 2005
domingo, 15 de maio de 2005
Disney Coreana
Em Seul há um parque temático chamado Lotte World. Lotte é o nome de uma grande companhia coreana que possui, entre outros, uma rede de fast food e razoável fatia do mercado de chocolates japonês. A princípio, eu pensei mesmo que a marca fosse japonesa.
Na foto está a parte coberta do parque. Eu tirei essa foto de dentro de um "balão" que corre por um trlho no teto, dando a volta no parque.

Na foto está a parte coberta do parque. Eu tirei essa foto de dentro de um "balão" que corre por um trlho no teto, dando a volta no parque.

Velha antes do tempo
Essa montanha-russa foi a responsável por me fazer perceber que eu já nao tenho mais coração pra aguentar esse tipo de brincadeira... Claro que não foi só um looping. Quando o carro parou, eu já nem sabia mais em que posição eu me encontrava...
Na parte externa do parque, além do "castelo da Cinderella", havia um monte de brinquedos, incluindo um Turbo Drop melhorado: os assentos estavam dispostos em um anel, que subia girando...

Na parte externa do parque, além do "castelo da Cinderella", havia um monte de brinquedos, incluindo um Turbo Drop melhorado: os assentos estavam dispostos em um anel, que subia girando...

Parade
Aquário coreano
Eu adoro aquários! Disso vocês já devem estar cansados de saber. Por isso, eu visitei um aquário em Seul também. Na verdade não foi idéia minha, mas tudo bem. A coisa mais interessante que eu vi foi esse bichinho aí: leaf seadragon. Parece planta, mas nao é. E a cabeça dele (lado direito) se parece com a do cavalo-marinho. 

sábado, 16 de abril de 2005
Obrigada e desculpas
OI!! Primeiro, queria agradecer mais uma vez pelas msgs de aniversario, muito obrigada!!
Estou sempre me desculpando por ter ficado muito tempo sem ter escrito e dando desculpas pra me livrar de escrever pelas proximas semanas (meses?). Mas, eh isso aih. Agora eu tenho uma desculpa muito justa. Nao tem desculpa pra nao me desculpar. (?!) Eh a faculdade... dessa vez a coisa tah pegando pro meu lado de verdade. Cada professor pensa que os alunos soh assistem a sua aula...incrivel como eles parecem se esquecer dos proprios tempos de faculdade. Enfim, fora isso tem o fator livros x dinheiro x qualidade x tempo de vida inutil... Oops, esquece, que eu baguncei tudo. Eu tava falando da desculpa pra me ausentar por ainda mais tempo desse templo de baboseiras, e acabei me empolgando nas reclamacoes a respeito da universidade japonesa.
Bom, jah que eu toquei num assunto que me interessa (reclamar), deixem-me concluir o que eu tinha comecado pra entrar no proximo capitulo. Ler em japones nao eh nada facil e muito menos prazeroso. Infelizmente, jah tenho 7 livros pra ler de cabo a rabo, e algumas teses pra analisar (pra que?). Enfim, eu tou reclamando mas eu vou fazer... alguma hora a gente tem que comecar, neh... Picaretar em japones nao deu certo comigo o ano passado :P Over over.
Capitulo II - Jah houve movimento estudantil no Japao na era... Edo. Brincadeirinha!! Foi antes da Bubble Economy, na epoca da Guerra do Vietna. Se continuou ateh os anos 80, isso eu nao sei, mas com certeza a partir dessa decada os estudantes japoneses asumiram a figura que eles tem hoje - passivos ou nao, nao falam de igual pra igual com um superior, e nao tem praticamente nenhum poder de decisao.
Eu estava sentindo que meu curriculo era um tanto vago, mas eu finalmente (hurrah!) dei uma olhadinha na grade da Pedagogia da USP e tem varias disciplinas que batem, o que me deixou um pouco mais tranquila.
Eu e outros brasileiros estavamos conversando sobre casos de bolsistas que nao deram certo, e eu tive que concordar com um amigo - que fez a graduacao e o mestrado aqui em Kobe - quando ele disse que a graduacao no Brasil eh melhor que no Japao. (Mae, sem piti, tah?) Mas, nao, nao, eu nao me arrependo. Tudo vale a pena se a alma nao eh pequena, tem sempre uma luz no fim do tunel, bola pra frente que atras vem gente.
Putz, mas eu tenho que reclamar... Matricula aqui eh a maior burocracia, tem aula que vc soh pega por sorteio, vixi... vou dormir.
Boa noite, ate quem sabe quando... Uaaahhh
Estou sempre me desculpando por ter ficado muito tempo sem ter escrito e dando desculpas pra me livrar de escrever pelas proximas semanas (meses?). Mas, eh isso aih. Agora eu tenho uma desculpa muito justa. Nao tem desculpa pra nao me desculpar. (?!) Eh a faculdade... dessa vez a coisa tah pegando pro meu lado de verdade. Cada professor pensa que os alunos soh assistem a sua aula...incrivel como eles parecem se esquecer dos proprios tempos de faculdade. Enfim, fora isso tem o fator livros x dinheiro x qualidade x tempo de vida inutil... Oops, esquece, que eu baguncei tudo. Eu tava falando da desculpa pra me ausentar por ainda mais tempo desse templo de baboseiras, e acabei me empolgando nas reclamacoes a respeito da universidade japonesa.
Bom, jah que eu toquei num assunto que me interessa (reclamar), deixem-me concluir o que eu tinha comecado pra entrar no proximo capitulo. Ler em japones nao eh nada facil e muito menos prazeroso. Infelizmente, jah tenho 7 livros pra ler de cabo a rabo, e algumas teses pra analisar (pra que?). Enfim, eu tou reclamando mas eu vou fazer... alguma hora a gente tem que comecar, neh... Picaretar em japones nao deu certo comigo o ano passado :P Over over.
Capitulo II - Jah houve movimento estudantil no Japao na era... Edo. Brincadeirinha!! Foi antes da Bubble Economy, na epoca da Guerra do Vietna. Se continuou ateh os anos 80, isso eu nao sei, mas com certeza a partir dessa decada os estudantes japoneses asumiram a figura que eles tem hoje - passivos ou nao, nao falam de igual pra igual com um superior, e nao tem praticamente nenhum poder de decisao.
Eu estava sentindo que meu curriculo era um tanto vago, mas eu finalmente (hurrah!) dei uma olhadinha na grade da Pedagogia da USP e tem varias disciplinas que batem, o que me deixou um pouco mais tranquila.
Eu e outros brasileiros estavamos conversando sobre casos de bolsistas que nao deram certo, e eu tive que concordar com um amigo - que fez a graduacao e o mestrado aqui em Kobe - quando ele disse que a graduacao no Brasil eh melhor que no Japao. (Mae, sem piti, tah?) Mas, nao, nao, eu nao me arrependo. Tudo vale a pena se a alma nao eh pequena, tem sempre uma luz no fim do tunel, bola pra frente que atras vem gente.
Putz, mas eu tenho que reclamar... Matricula aqui eh a maior burocracia, tem aula que vc soh pega por sorteio, vixi... vou dormir.
Boa noite, ate quem sabe quando... Uaaahhh
segunda-feira, 21 de março de 2005
Partindo novamente
Olá pessoas! Faz 2 meses que não escrevo e vou ficar mais um tempo sem escrever. Hoje à noite vou para Sendai novamente. É que meu aniversário está chegando e, como aqui no Japão, 2 de abril é uma data que fica exatamente no limite entre férias e início de aulas, fica difícil encontrar as pessoas, ou fica difícil pras pessoas se lembrarem do meu aniversário. Então eu resolvi passá-lo com o Oscar em Sendai.
O Oscar estava aqui até uma semana atrás. Nós fomos à Coréia e passamos uma semana lá. A Coréia, para mim, se parece muito com o Japão, aliás, se parece demais com o Japão. Tanto que não deu para sentir muito que nós estávamos fazendo "turismo internacional". Mas, claro, como a Coréia NÃO É o Japão, dá para ter umas experiências interessantes. Uma das coisas que mais diferencia a Coréia do Japão, eu diria, é a semelhança com o Brasil. Sim! Camelôs, muitos camelôs. Aliás, acho que é muito mais "liberado" que no Brasil, porque eles ocupam tudo, inclusive as escadarias do metrô. Mas pelo menos em certos pontos da cidade, especialmente perto dos hotéis onde se concentram os turistas japoneses, parece que a atividade é regularizada e mais organizada, e movimenta bastante o comércio local. Seria como as "feirinhas" no Brasil. Ah, vocês acreditam que tinha uma barraca de pastel brasileiro na feirinha? Estava escrito "Bastello" (creio que, em coreano, isso deve virar PASTEL).
Um dia nós fomos a um centro comercial especializado em roupas, calçados etc. Eu me senti na José Paulino! Muitos camelôs, muita gente, e a rua principal estava em obras (a estação da Luz continua em obras?). Agora faz todo sentido a concentração de coreanos no comércio de roupas na José Paulino... A diferença com a Josepa é que as lojas ficavam dentro de prédios enormes, como os shopping centers, só que com muito mais lojas pequenas e sem provador. Os preços... me desapontaram. Em geral são muito próximos dos preços no Japão, o que não nos permitiu fazer muitas compras.
Dentro do metrô todo mundo usa o celular, diferente do Japão, onde falar ao celular dentro de trens e ônibus "não é recomendado" (ou qualquer outro eufemismo para proibido, porque não existe nenhuma punição para quem o faz). E diferente do Brasil, onde o celular simplesmente não tem sinal no subsolo.
Eu tive a oportunidade de ver umas coisas bizarras na Coréia, mas isso eu conto depois.
Beijos!
O Oscar estava aqui até uma semana atrás. Nós fomos à Coréia e passamos uma semana lá. A Coréia, para mim, se parece muito com o Japão, aliás, se parece demais com o Japão. Tanto que não deu para sentir muito que nós estávamos fazendo "turismo internacional". Mas, claro, como a Coréia NÃO É o Japão, dá para ter umas experiências interessantes. Uma das coisas que mais diferencia a Coréia do Japão, eu diria, é a semelhança com o Brasil. Sim! Camelôs, muitos camelôs. Aliás, acho que é muito mais "liberado" que no Brasil, porque eles ocupam tudo, inclusive as escadarias do metrô. Mas pelo menos em certos pontos da cidade, especialmente perto dos hotéis onde se concentram os turistas japoneses, parece que a atividade é regularizada e mais organizada, e movimenta bastante o comércio local. Seria como as "feirinhas" no Brasil. Ah, vocês acreditam que tinha uma barraca de pastel brasileiro na feirinha? Estava escrito "Bastello" (creio que, em coreano, isso deve virar PASTEL).
Um dia nós fomos a um centro comercial especializado em roupas, calçados etc. Eu me senti na José Paulino! Muitos camelôs, muita gente, e a rua principal estava em obras (a estação da Luz continua em obras?). Agora faz todo sentido a concentração de coreanos no comércio de roupas na José Paulino... A diferença com a Josepa é que as lojas ficavam dentro de prédios enormes, como os shopping centers, só que com muito mais lojas pequenas e sem provador. Os preços... me desapontaram. Em geral são muito próximos dos preços no Japão, o que não nos permitiu fazer muitas compras.
Dentro do metrô todo mundo usa o celular, diferente do Japão, onde falar ao celular dentro de trens e ônibus "não é recomendado" (ou qualquer outro eufemismo para proibido, porque não existe nenhuma punição para quem o faz). E diferente do Brasil, onde o celular simplesmente não tem sinal no subsolo.
Eu tive a oportunidade de ver umas coisas bizarras na Coréia, mas isso eu conto depois.
Beijos!
sábado, 22 de janeiro de 2005
Adeus ano velho
Passei o Natal e o ano novo em Sendai. Voltei há 2 semanas, e logo as aulas começaram. Agora estou estudando (mentira) pras provas finais, e no meio de fevereiro começam as férias. Sendai estava extremamente frio, mas o Natal foi sem neve. Só começou a nevar depois que voltamos do ski tour. 2 dias, mas eu só esquiei (=frustrada tentativa) no primeiro dia, porque depois de esquiar, sim, depois, eu escorreguei com tudo numa rampinha sem vergonha na entrada da estação de esqui. Só eu mesmo, pra me ferir fora de combate. Nada grave, mas não deu pra batalhar no 2o dia... Virada do ano: -4 graus. Guerra de neve no meio da rua a caminho da danceteria. Dancei até as 5h e depois nós tivemos que esperar o ônibus até as 9h! Algumas amigas romenas também tinham vindo de Tokyo, então foi um pouco como nos velhos tempos.
Dia 17 de janeiro foi o aniversário de 10 anos do grande terrremoto de Kobe. Nesse dia eu tive aula de japonês, mas no meio da aula nós fomos até o outro campus, onde haveria uma cerimônia em memória dos alunos que morreram. Durante o dia todo, era só o que se falava na TV. É muito triste ver as imagens da época... Além da destruição, as pessoas que perderam amigos e parentes, suas casas, seu trabalho... O pior é que ninguém imaginava que um grande terremoto pudesse ocorrer em Kobe. Mas aconteceu e hoje em dia eles falam da "lição trazida pelo terremoto".
Os estudantes indonésios aqui de Kobe estão arrecadando dinheiro para as vítimas do tsunami. Uns amigos latinos que têm uma banda também fizeram um show beneficente. Na TV japonesa eles dão muita cobertura à Indonésia, claro, e à Tailândia, mas eu vejo poucas notícias sobre a Índia e o Sri Lanka, que tiveram muito mais mortos que a Tailândia. Sinceramente, não sei por quê.
O ano acabou de começar, mas o ano letivo já está terminando. Eu termino meu primeiro ano, e muitos dos meus amigos no Brasil entram no último ano. Vai fazer 2 anos que eu estou aqui, e acho que eu perdi contato com gente demais... Eu, que tanto abri a boca pra falar dessa sociedade alienada, mordi a língua, me isolei nessa ilha... Definitivamente, não era esse eu que eu imaginava pra mim. Não posso continuar assim. Eu quero me sentir indignada e falar "que merda!", quero ter vontade de fazer alguma coisa ao invés de só reclamar, quero ter idéias pra escrever e coisas interesantes pra falar, pra contar pros meus amigos. Se eu ainda tiver os meus amigos.
Dia 17 de janeiro foi o aniversário de 10 anos do grande terrremoto de Kobe. Nesse dia eu tive aula de japonês, mas no meio da aula nós fomos até o outro campus, onde haveria uma cerimônia em memória dos alunos que morreram. Durante o dia todo, era só o que se falava na TV. É muito triste ver as imagens da época... Além da destruição, as pessoas que perderam amigos e parentes, suas casas, seu trabalho... O pior é que ninguém imaginava que um grande terremoto pudesse ocorrer em Kobe. Mas aconteceu e hoje em dia eles falam da "lição trazida pelo terremoto".
Os estudantes indonésios aqui de Kobe estão arrecadando dinheiro para as vítimas do tsunami. Uns amigos latinos que têm uma banda também fizeram um show beneficente. Na TV japonesa eles dão muita cobertura à Indonésia, claro, e à Tailândia, mas eu vejo poucas notícias sobre a Índia e o Sri Lanka, que tiveram muito mais mortos que a Tailândia. Sinceramente, não sei por quê.
O ano acabou de começar, mas o ano letivo já está terminando. Eu termino meu primeiro ano, e muitos dos meus amigos no Brasil entram no último ano. Vai fazer 2 anos que eu estou aqui, e acho que eu perdi contato com gente demais... Eu, que tanto abri a boca pra falar dessa sociedade alienada, mordi a língua, me isolei nessa ilha... Definitivamente, não era esse eu que eu imaginava pra mim. Não posso continuar assim. Eu quero me sentir indignada e falar "que merda!", quero ter vontade de fazer alguma coisa ao invés de só reclamar, quero ter idéias pra escrever e coisas interesantes pra falar, pra contar pros meus amigos. Se eu ainda tiver os meus amigos.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Diários
De motocicleta? Não. Se bem que eu amei o filme e estou doida para comprar o livro.
Mas eu me refiro a diários em geral.
Eu tenho um diário. E escrevo nele de vez em quando, o que o torna menos diário que os diários daqueles que escrevem todos os dias. Ainda assim ele é chamado de diário. Na verdade eu tenho mais de um, porque, afinal, não há diário que dure a vida toda. E confesso que leio as notas mais antigas e me divirto... ou me arrependo...
Por que manter um diário? Porque há coisas que você esquece, então é melhor escrevê-las. Mas se você esquece, é porque não são importantes, não é? De fato. Mas lembrar de coisas que você havia esquecido pode ser de muita importância. É estranho (ou normal?), mas às vezes eu escrevo no diário com uma atenção à ortografia, gramática etc., como se estivesse pensando no leitor. Mas o leitor sou eu. Quer dizer, deveria ser somente eu. Conscientemente, eu não quero que ninguém leia meu diário, porque, afinal, o que se escreve no diário são coisas pessoais, segredos. Pode parecer meio idiota, mas acho que não sou só eu que penso, lá no fundo, "e se alguém ler? E se acharem meu diário depois que eu morrer?"Talvez seja mesmo só a imaginação alimentada pelos filmes e muitos casos reais, como o Diário de Anne Frank, ou mesmo Diários de Motocicleta.
Mas tem algo que eu já fiz várias vezes, que eu não sei se muita gente faz... Coisas que nem no diário eu escrevo, que não conto para ninguém, eu escrevo numa folha de papel, leio, e depois rasgo e jogo fora. Pra que eu escrevo, se eu vou jogar fora mesmo? Porque escrever é uma forma de organizar seus pensamentos. De descarregar aquele monte de idéias, ou de estresse.
É por isso que eu escrevi 2 posts no mesmo dia - tinha umas idéias que poderiam se perder até amanhã...
Mas eu me refiro a diários em geral.
Eu tenho um diário. E escrevo nele de vez em quando, o que o torna menos diário que os diários daqueles que escrevem todos os dias. Ainda assim ele é chamado de diário. Na verdade eu tenho mais de um, porque, afinal, não há diário que dure a vida toda. E confesso que leio as notas mais antigas e me divirto... ou me arrependo...
Por que manter um diário? Porque há coisas que você esquece, então é melhor escrevê-las. Mas se você esquece, é porque não são importantes, não é? De fato. Mas lembrar de coisas que você havia esquecido pode ser de muita importância. É estranho (ou normal?), mas às vezes eu escrevo no diário com uma atenção à ortografia, gramática etc., como se estivesse pensando no leitor. Mas o leitor sou eu. Quer dizer, deveria ser somente eu. Conscientemente, eu não quero que ninguém leia meu diário, porque, afinal, o que se escreve no diário são coisas pessoais, segredos. Pode parecer meio idiota, mas acho que não sou só eu que penso, lá no fundo, "e se alguém ler? E se acharem meu diário depois que eu morrer?"Talvez seja mesmo só a imaginação alimentada pelos filmes e muitos casos reais, como o Diário de Anne Frank, ou mesmo Diários de Motocicleta.
Mas tem algo que eu já fiz várias vezes, que eu não sei se muita gente faz... Coisas que nem no diário eu escrevo, que não conto para ninguém, eu escrevo numa folha de papel, leio, e depois rasgo e jogo fora. Pra que eu escrevo, se eu vou jogar fora mesmo? Porque escrever é uma forma de organizar seus pensamentos. De descarregar aquele monte de idéias, ou de estresse.
É por isso que eu escrevi 2 posts no mesmo dia - tinha umas idéias que poderiam se perder até amanhã...
Ilegalidade
Computador, internet... muitas vantagens acompanhadas de muitos problemas. Para fugir do mercado dominado por poucas grandes empresas que cobram caro por um computador ou um software, acaba-se escolhendo caminhos alternativos. Que, às vezes, em alguns lugares, até funcionam, mas aqui no Japão parece que não.
Por que será que comprar softwares piratas ou baixar músicas e filmes pela internet parece "menos ilegal" do que outros tipos de crime? Afinal, é crime, não é? Acho que sim... veja só, eu até fiquei em dúvida agora. Mas não, é crime mesmo, tenho certeza. Mas é um crime tão comum e tão difícil de ser descoberto que acabou perdendo a sua essência. Tenho certeza que muita gente nunca pensou que estivesse fazendo algo errado baixando uma música pela net.
Não é que eu esteja condenando quem faz essas coisas, não, muuuito longe disso. É que eu percebi a que ponto a sociedade chegou por causa dessa tecnologia. Não somente o lado prático do nosso dia-a-dia, mas até a moral tem sido atingida por ela... Ok, eu sei que não descobri a América, mas pelo menos o meu modo de usar o computador e a net irão mudar. Istoé, se eles funcionarem...
Por que será que comprar softwares piratas ou baixar músicas e filmes pela internet parece "menos ilegal" do que outros tipos de crime? Afinal, é crime, não é? Acho que sim... veja só, eu até fiquei em dúvida agora. Mas não, é crime mesmo, tenho certeza. Mas é um crime tão comum e tão difícil de ser descoberto que acabou perdendo a sua essência. Tenho certeza que muita gente nunca pensou que estivesse fazendo algo errado baixando uma música pela net.
Não é que eu esteja condenando quem faz essas coisas, não, muuuito longe disso. É que eu percebi a que ponto a sociedade chegou por causa dessa tecnologia. Não somente o lado prático do nosso dia-a-dia, mas até a moral tem sido atingida por ela... Ok, eu sei que não descobri a América, mas pelo menos o meu modo de usar o computador e a net irão mudar. Istoé, se eles funcionarem...
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Fim de Semana
Sábado. Depois de sair do trabalho, às 4, eu fui pra Gaidai. Uns dias antes eu tinha perguntado aos kohais se eles não queriam se encontrar comigo para jantar qualquer sábado desses, já que agora eu estaria por lá de qualquer jeito mesmo. Na sexta, um deles, o Rafael, me ligou para perguntar se eu não queria ir numa festa-surpresa que ia ter na casa de uma professora brasileira que dá aulas na Gaidai. Era aniversário de uma professora portuguesa. Então eu fui. Primeiro fui pra Gaidai, conversei um pouco com eles, e quando a gente tava para sair, encontrei com um amigo do Sri Lanka, que também estudava na Gaidai e está estudando na Universidade de Osaka, que é lá perto. Bom, o que importa é que ele tava de carro, e nos ofereceu uma carona até o lugar da festa. Era um apartamento super espaçoso.
Inventaram uma história para enganar a aniversariante e ela caiu feito um patinho... Acho que foi surpresa mesmo. Quase todos os convidados eram professores estrangeiros. A comida tava boa... sanduíche de metro (foi o primeiro pão de metro que eu vi no Japão), bolo tamanho brasileiro, brigadeiro, caipiriha de Ypioca... mas o vinho era chileno. Deu pra falar bastante português.
Domingo. Acordei tarde, tomei café tarde, não fiz nada de proveitoso, até 1 e meia, quando fui encontrar meu professor e meu tutor na estação. Meu professor tinha vindo de carro para nos buscar e levar até a casa dele. Achei que fosse pro almoço, mas era pra janta. Até chegarmos à casa dele, umas 5 e meia, visitamos vários pequenos templos da região, uma represa, uma réplica de uma casa japonesa do século XV, com telhado de palha, comum em lugares frios. Tudo isso dentro dos limites da cidade de Kobe. Se fosse São Paulo, seria como ir do litoral ao interior. O contraste era inacreditável. Kobe, como vocês devem saber, é uma cidade portuária. O chamado centro da cidade fica na região mais litorânea, uma estreita faixa de terra entre o mar e as montanhas. Atrás das montanhas, atrás da Muralha, fica uma grande, talvez a maior parte do território da cidade. E para atravessar a Muralha, eles construíram um túnel. De 6 quilômetros! Há também uma linha de trem que passa dentro da Muralha, e aí não é de se espantar o preço da passagem: 520 ienes (5 dólares) por pouco mais de 10 minutos de viagem. E mesmo se for de carro, tem que pagar pedágio - 600 ienes. Mas a paisagem, principalmente no outono, vale a pena, e tem a vantagem de nem precisar sair da cidade. Arrozais, casas em estilo tradicional japonês, e as montanhas ao redor coloridas de amarelo, laranja e vermelho.
Inventaram uma história para enganar a aniversariante e ela caiu feito um patinho... Acho que foi surpresa mesmo. Quase todos os convidados eram professores estrangeiros. A comida tava boa... sanduíche de metro (foi o primeiro pão de metro que eu vi no Japão), bolo tamanho brasileiro, brigadeiro, caipiriha de Ypioca... mas o vinho era chileno. Deu pra falar bastante português.
Domingo. Acordei tarde, tomei café tarde, não fiz nada de proveitoso, até 1 e meia, quando fui encontrar meu professor e meu tutor na estação. Meu professor tinha vindo de carro para nos buscar e levar até a casa dele. Achei que fosse pro almoço, mas era pra janta. Até chegarmos à casa dele, umas 5 e meia, visitamos vários pequenos templos da região, uma represa, uma réplica de uma casa japonesa do século XV, com telhado de palha, comum em lugares frios. Tudo isso dentro dos limites da cidade de Kobe. Se fosse São Paulo, seria como ir do litoral ao interior. O contraste era inacreditável. Kobe, como vocês devem saber, é uma cidade portuária. O chamado centro da cidade fica na região mais litorânea, uma estreita faixa de terra entre o mar e as montanhas. Atrás das montanhas, atrás da Muralha, fica uma grande, talvez a maior parte do território da cidade. E para atravessar a Muralha, eles construíram um túnel. De 6 quilômetros! Há também uma linha de trem que passa dentro da Muralha, e aí não é de se espantar o preço da passagem: 520 ienes (5 dólares) por pouco mais de 10 minutos de viagem. E mesmo se for de carro, tem que pagar pedágio - 600 ienes. Mas a paisagem, principalmente no outono, vale a pena, e tem a vantagem de nem precisar sair da cidade. Arrozais, casas em estilo tradicional japonês, e as montanhas ao redor coloridas de amarelo, laranja e vermelho.
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Começou a nova jornada
Já faz 2 semanas que eu comecei a trabalhar. Na primeira semana, a garota que costumava ficar na classe que eu peguei ainda estava lá para me orientar, mesmo assim eu fiquei meio perdida. Semana passada, como se não bastasse meu nervosismo e expectativa por ter que tomar conta da classe sozinha (a professora quase não conta), eu fiz uma das minhas - em vez de ajustar o despertador pra AM... o resto vcs já sabem. Acordei depois do horário em que eu deveria pegar o trem. Resultado: 50 minutos atrasada (mas eu avisei a escola assim que eu acordei, desesperada...). O engraçado é que eu estava sonhando com isso. Bom, não é nada sinistro, considerando que eu geralmente sonho que perdi a hora pra algum compromisso e tenho que sair correndo e atropelando todo mundo... deve ser uma auto-crítica à minha falta de pontualidade e à perda de tempo como uma ação consciente.
Este sábado não haverá aulas, então eu estou de folga. Planos de ir ao karaokê com a Septa, minha vizinha da Indonésia.
Dia 23 é feriado nacional (Dia do Trabalho), e eu vou pra Kyoto apreciar a paisagem de outono (humm, que fresca...). Esse tipo de... atividade? costume? é chamado momiji-gari. Momiji significa maple que, por sua vez, significa bordo (acho que se pronuncia bôrdo), que eu nunca tinha ouvido na vida, mas, enfim, é aquela folha na bandeira canadense (se não me engano). Que, aliás, é usada pra fazer uma calda tipo caramelo, que tem um sabor incrível, é muuuito bom. Ah, claro! O Nelson veio pro Japão no início do inverno, mas a paisagem era característica de outono. Se vcs viram as fotos que ele tirou em Kyoto, sabem do que eu estou falando.
Talvez eu consiga um outro trabalho, dessa vez para ensinar português. Mas a minha suposta futura aluna ainda não entrou em contato comigo, então... veremos. Hoje eu me encontrei com a estudante japonesa pra quem eu dou aulas de português, quer dizer, dou uma assistência, porque na verdade ela já sabe bem o português. Gente... ela traz uns textos e livros acadêmicos que nem eu entendo. Aí ela me pergunta o que quer dizer e eu fico lá, meia hora pensando, para depois sair com um talvez, provavelmente, não tenho certeza mas acho que é isso... Geralmente é problema de contexto, pressupostos e subentendidos, cuja diferença eu nunca entendi, ou alguma palavra "inventada" por algum estudioso.
Achei o site Gramática on-line e tava dando uma olhada lá... nossa, eu não me lembrava daquele monte de classificações de análise sintática... português é um bicho complicado mesmo.
Bom, vou deixar de lado meus parênteses e dar uma pedalada (na ergométrica). Parabéns às dezenas de aniversariantes de novembro! Um grande beijo a todos. Salut =)
Este sábado não haverá aulas, então eu estou de folga. Planos de ir ao karaokê com a Septa, minha vizinha da Indonésia.
Dia 23 é feriado nacional (Dia do Trabalho), e eu vou pra Kyoto apreciar a paisagem de outono (humm, que fresca...). Esse tipo de... atividade? costume? é chamado momiji-gari. Momiji significa maple que, por sua vez, significa bordo (acho que se pronuncia bôrdo), que eu nunca tinha ouvido na vida, mas, enfim, é aquela folha na bandeira canadense (se não me engano). Que, aliás, é usada pra fazer uma calda tipo caramelo, que tem um sabor incrível, é muuuito bom. Ah, claro! O Nelson veio pro Japão no início do inverno, mas a paisagem era característica de outono. Se vcs viram as fotos que ele tirou em Kyoto, sabem do que eu estou falando.
Talvez eu consiga um outro trabalho, dessa vez para ensinar português. Mas a minha suposta futura aluna ainda não entrou em contato comigo, então... veremos. Hoje eu me encontrei com a estudante japonesa pra quem eu dou aulas de português, quer dizer, dou uma assistência, porque na verdade ela já sabe bem o português. Gente... ela traz uns textos e livros acadêmicos que nem eu entendo. Aí ela me pergunta o que quer dizer e eu fico lá, meia hora pensando, para depois sair com um talvez, provavelmente, não tenho certeza mas acho que é isso... Geralmente é problema de contexto, pressupostos e subentendidos, cuja diferença eu nunca entendi, ou alguma palavra "inventada" por algum estudioso.
Achei o site Gramática on-line e tava dando uma olhada lá... nossa, eu não me lembrava daquele monte de classificações de análise sintática... português é um bicho complicado mesmo.
Bom, vou deixar de lado meus parênteses e dar uma pedalada (na ergométrica). Parabéns às dezenas de aniversariantes de novembro! Um grande beijo a todos. Salut =)
sábado, 30 de outubro de 2004
Desinformada
Eu sei que este post deveria ter sido escrito assim que eu tivesse me atualizado, mas não deu, atrasou. Agora todo mundo deve ter mais informações sobre o terremoto que houve em Niigata do que eu, que não assisto TV nem leio jornais e, sim, converso com alguns japoneses, mas eles não comentam muito sobre isso. Eu havia dito que os estragos haviam sido relativamente baixos, já que eu só assisti ao noticiário da noite em que o terremoto havia ocorrido. Claro que, mesmo algumas horas depois dos tremores, ainda não dá para se saber a real dimensão dos estragos e perdas. Eu ouvi que haviam 2 mortos e o que fiz foi imediatamente (sem deliberações) comparar com o tufão, que deixou mais de 50 mortos em todo o país, sendo que tufões são fenômenos previsíveis e todo mundo é previamente alertado sobre sua passagem. (Pelamordedeus, eu não estou dizendo que 2 mortes são menos dignas de atenção que 30)
Mas só depois de 2 ou 3 dias eu vi a notícia de que havia mais de 30 mortos e alguns desaparecidos, e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e/ou sem água ou energia elétrica. Os efeitos do terremoto foram ainda piores do que se poderia imaginar, por causa dos danos causados pelo tufão que passara não muitos dias antes.
Voluntários estão saindo de várias partes do país em direção a Niigata. Em relação a essa mobilização, ontem minha professora disse algo importante, que eu não sabia. Bem perto aqui de Kobe, numa ilha chamada Awajishima, os estragos do tufão de 10 dias atrás ainda podem ser vistos. E, apesar de isso ter acontecido antes do terremoto de Niigata, relativamente poucos voluntários apareceram para ajudar. Essa professora, entregando uns folhetos sobre um mutirão que a faculdade estava organizando, disse:
"É claro que o o terremoto foi algo realmente terrível, mas por causa disso a situação em Awajishima ficou meio apagada. Niigata é Niigata, Awajishima é Awajishima, e fica aqui em Hyogo-ken (mesmo estado)."
Mas só depois de 2 ou 3 dias eu vi a notícia de que havia mais de 30 mortos e alguns desaparecidos, e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e/ou sem água ou energia elétrica. Os efeitos do terremoto foram ainda piores do que se poderia imaginar, por causa dos danos causados pelo tufão que passara não muitos dias antes.
Voluntários estão saindo de várias partes do país em direção a Niigata. Em relação a essa mobilização, ontem minha professora disse algo importante, que eu não sabia. Bem perto aqui de Kobe, numa ilha chamada Awajishima, os estragos do tufão de 10 dias atrás ainda podem ser vistos. E, apesar de isso ter acontecido antes do terremoto de Niigata, relativamente poucos voluntários apareceram para ajudar. Essa professora, entregando uns folhetos sobre um mutirão que a faculdade estava organizando, disse:
"É claro que o o terremoto foi algo realmente terrível, mas por causa disso a situação em Awajishima ficou meio apagada. Niigata é Niigata, Awajishima é Awajishima, e fica aqui em Hyogo-ken (mesmo estado)."
segunda-feira, 25 de outubro de 2004
Merd de computador!
Esse computador só dá problema... Ai, que ilusão, que sonho que foi ao comprá-lo, e agora... Não consigo assistir a DVDs, a CPU às vezes faz um barulho de Brasília velha, e o pior: há 3 dias, meu Windows japonês deu um pau total, simplesmente não funciona, nada, só o cursor se mexe na tela preta... Eu tô usando a versão em inglês, que também tava instalada, mas que não tem nada, só dá pra usar a internet. Mesmo assim, não dá pra ver as páginas em japonês e nem escrever meus trabalhos. Também não dá pra ver TV nem ouvir música, porque o sound card não funciona. Eee maravilha! Eu poderia reinstalar, mas por motivos que eu não posso tornar públicos, essa opção está quase descartada.
O que eu decidi fazer, então, foi baixar o Linux. Tá baixando ainda, na verdade. Vamos ver no que vai dar. Parece que é uma maravilha, dizem. E é de graça, hah hah.
Bom, assuntos desinteressantes à parte... nada de interessante. No comments sobre a prisão do Duda Mendonça (mas que ele é cara-de-pau de defender briga de galo, isso alguém vai negar?).
Ah, sim, se vcs viram na TV o último terremoto que aconteceu aqui no Japão, não se preocupem (eu sei que ninguém se preocupou mesmo). Não deu pra sentir nada aqui. Quer dizer, eu senti medo assistindo ao noticiário, credo... O jornalista falando do primeiro tremor quando começa a tremer de novo - "Acalmem-se, acalmem-se", como que falando pra ele mesmo também. Coitado, acho que pegaram ele pra transmitir o Plantão, não teve nem tempo de pentear o cabelo... ou será que é o normal? Bom, ao todo foram 3 picos de 6 pontos. Em que escala eu não sei. Mas sei que, pela intensidade, as perdas e os estragos parecem ter sidos relativamente baixos.
O que eu decidi fazer, então, foi baixar o Linux. Tá baixando ainda, na verdade. Vamos ver no que vai dar. Parece que é uma maravilha, dizem. E é de graça, hah hah.
Bom, assuntos desinteressantes à parte... nada de interessante. No comments sobre a prisão do Duda Mendonça (mas que ele é cara-de-pau de defender briga de galo, isso alguém vai negar?).
Ah, sim, se vcs viram na TV o último terremoto que aconteceu aqui no Japão, não se preocupem (eu sei que ninguém se preocupou mesmo). Não deu pra sentir nada aqui. Quer dizer, eu senti medo assistindo ao noticiário, credo... O jornalista falando do primeiro tremor quando começa a tremer de novo - "Acalmem-se, acalmem-se", como que falando pra ele mesmo também. Coitado, acho que pegaram ele pra transmitir o Plantão, não teve nem tempo de pentear o cabelo... ou será que é o normal? Bom, ao todo foram 3 picos de 6 pontos. Em que escala eu não sei. Mas sei que, pela intensidade, as perdas e os estragos parecem ter sidos relativamente baixos.
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